sexta-feira, 17 de julho de 2015

Dentro de mim, já há um tempo, sinto essa solidão torturante. E ficamos só eu e esse passarinho. Aí me ponho a planejar e fazer coisas que ocupem a mente.

O meu medo é que, um dia, eu me envolva demais no processo de esquecer a solidão, e acabe esquecendo as pessoas. Ou sendo esquecida...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sentir-se sozinha
à noite



[...] nem sempre é fácil.

domingo, 24 de maio de 2015

Meio boba

Hoje foi dia de lembrar de você. Começou com uma despretensiosa música em meus ouvidos - daquela banda que meio que sempre embala a nossa vida. Aí, sabe como eu sou, fiquei sorrindo meio boba no meio do trabalho. Depois, foi na volta pra casa: o vento acariciando minhas bochechas e brincando com meus cabelos soltos. E aquele sol gostoso e suave das 16h, fazendo o mundo brilhar sem esquentar demais, aquecendo meu rosto e meu coração. Fechei os olhos e sorri meio boba no meio do ônibus. Imaginei você ali, sentadinho comigo, sentindo o sol, o vento, o amor. Ao fim do dia, ouvi sua voz do outro lado da linha. Imaginei você aqui, ou eu aí, conversando, abraçadinhos. Sorri meio boba no meio do quarto.

Acho que isso é o amor. Ou parte dele. Ou talvez eu seja meio boba no meio da vida.

sábado, 9 de maio de 2015

Velhinha aos 20 e poucos anos

Nem sei mais como começar um post, mas vamos lá!

Me inspirando lá pelo blog da nanda (ela é a coisa mais fofa, viu, gente, sigam as postagens dela, viu #merchan), encontrei essa lista de 50 perguntas que, segundo o título, podem libertar a sua mente (ou a minha). Achei interessante o ~desafio~, então veremos se conseguirei responder todas ou se vou me perder em desilusões no meio do caminho. Pensem pelo lado bom: é algo que vai me fazer pensar em coisas pra escrever com mais frequência.

A primeira pergunta: How old would you be if you didn't know how old you are?
Ou: Qual seria a sua idade se você não soubesse qual é a sua idade?

Bem, eu responderia de cara que sou uma velhinha. Mas, parando pra pensar, tem muito mais coisa por trás dessa resposta. Vamos então fragmentá-la em diferentes aspectos aqui em baixo.

Por quê sou uma velhinha:
1. Eu amo palavras-cruzadas, todos sabem disso. Quem não sabe, ficou sabendo. Qualquer momento de espera - na parada de ônibus, dentro do ônibus, no consultório, na oficina - combina com palavras-cruzadas, qualquer ida demorada ao toilette combina com palavras-cruzadas! O que pode haver de passatempo mais perfeito? Além de exercitar a mente e o vocabulário (inclusive, quem não curte dar umas risadas de vez em quando com as definições ou palavras diferentes que se vê nesses livrinhos divertidos? E as fotos meio toscas? Hein, hein?). Tá, parei.
2. Eu não aguento mais uma party hard madrugada adentro. Nem virar a noite jogando. Nem virar a noite fazendo dissertação/artigo/relatório/seminário (sdds tempos de graduação... (mas, pensando bem, sdds não)). Prefiro muito mais a tranquilidade e o sossego de assistir um filminho em casa, deitada na rede, do que sair pra balada ~ostentassaum~.
3. Eu gosto de costumes antigos. Não sei explicar o quê, nem como. Tem muitas coisas que são comuns pros jovens da minha idade e que eu não faria ou não acho algo normal pra mim (PRA MIM, OK? Podem fazer o que quiserem de vossas vidas). Cês sabem como eu sou ~conservadora~ (risinhos risonhos).

Por quê sou uma criança:
1. Eu posso ser meio teimosa, às vezes, por coisinhas desnecessárias. Geralmente eu também guardo rancor de gente que faz caquinha comigo ou com alguém que eu gosto, daí já era, vou tetestar a pessoinha por um bom tempo. Isso é meio infantil, né? Mas juro que to tentando melhorar isso aí (risos), afinal, crianças também tem (eu acho) esse maravilhoso hábito de saber perdoar o coleguinha.
2. Eu adoro brincar, saltitar, bambolear, dar estrelinha. Eu adoro imitar pessoas e animais - e, quem diria: objetos! Dar vida a vozes, poses, danças, personagens e tudo mais. Talvez isso seja apenas uma característica de gente criativa - embora eu não me considere tão criativa, sou mais imitativa (???), sei lá -, né? Num sei.
3. Tenho 1,44 de altura e isso diz muita coisa (para os olhos alheios).

Por quê sou confusa:
Na verdade, no quesito idade real, eu ainda to no meio desses dois extremos aí em cima. Talvez por isso eu não saiba onde me encaixar. Esse meio-termo é o local mais complicado para se estar, mas é também onde nós mais temos chances de fazer as coisas acontecerem. A gente sai de um momento da vida em que a maior preocupação passa de "vou perder a hora do desenho da tarde" para "será que vou conseguir um emprego?", num piscar de olhos. Grandes idades trazem grandes responsabilidades, e, ser uma jovem adulta não é psicologicamente fácil. Mas isso dá pano pra manga pra outro post (ui ui). Só não dá pra desistir. O carrossel nunca para de girar (licença, sempre quis usar essa frase de Grey's Anatomy, obrigada de nada).

Sobre testes da internet para deduzir a minha idade de acordo com meus gostos pessoais (pela descontração e pela zoeira):

Até nesses que eu saio 9inha, sou mais velha
"Você não tem idade!" Pode ser essa minha nova auto-definição?

Esse gif faz parte do resultado do último teste

Bem, acho que, no fim, sou mesmo uma mistura. Esse post foi bem diferente das propostas anteriores aqui do blog, mas o Tipsy ainda é um pedaço de mim. E eu me sinto feliz só de voltar a escrever qualquer coisa que seja, qualquer coisa não acadêmica, qualquer coisa que der na cabeça. :)

sábado, 21 de março de 2015

Querido Tipsy,


Boa noite. Como você está? Eu te abandonei, eu sei, mas estou aqui tentando voltar e espero que você me aceite de volta. A vida sem escrever por aqui - ou em qualquer outro lugar - não tem sido fácil (aliás, tenho certeza de que não estaria fácil mesmo que eu ainda escrevesse, mas certamente poderia estar mais "lidável"). Não parei por escolha consciente, mas me deixei levar pela maré dos acontecimentos e do afastamento... De todo modo, não adianta me prolongar nos aspectos sombrios desse abismo imaginário que se formou entre nós - digo imaginário sim, pois, não importa o quão longe, você sempre está aqui (dentro de mim) e eu sempre estou aqui (dentro de você).

Já há algumas semanas eu tenho pensado em voltar. Voltar para você, e para mim. Me encontrar de novo aqui dentro. Uma coisa bem nossa, né? Deixa eu te dizer: que essa tal de vida acadêmica me pegou e me sugou de um jeito que eu nunca devia ter deixado. O pior mesmo é - você sabe - a minha procrastinação e o quanto eu me sinto mal com isso, e o quanto eu cobro de mim mesma. Quando vou mudar, hein? Acho que você não tem resposta para essa pergunta, assim como eu. Eu preciso de uma analista, né? Vou procurar um dia. Por enquanto, deixa eu voltar a transbordar minha embriaguez em você.

Pois bem, aqui deixo minha carta de reconciliação, assim, meio com cara de "interminada", que eu vou ler depois e querer mudar milhões de coisas, e acrescentar outros milhões - mas que você sabe entender, você me conhece.

Com amor,

                    Tipsy.

sexta-feira, 20 de março de 2015

18 de março de 2015

Melior aniversário da minha vida adulta so far!

Apenas gostaria de deixar isso registrado em um meio que provavelmente não se perderia através dos tempos (fora minha memória, rs) s2