Aquele perfume doce sempre vinha me preencher a mente, insistindo em lembrar-me dela - dos maravilhosos dias que tivemos - e como sua chegada mudara minha vida por completo. Ela e suas madeixas ruivas, naturais, a pele tão alva quanto a neve que caía lá fora, bochechas rosadas e, ah!, os olhos verdes. Foi única enquanto a tive em meus braços, no preparo de receitas mirabolantes, imaginando como seriam as vidas dos que passavam pelas ruas, e até rindo do chaveiro dela - uma chupeta surrada, de quando era pequena. Então, um dia, ela se foi. Deixou para trás apenas um bilhete na escrivaninha. Não posso mais. Adeus. O perfume inundara o apartamento. Foi a última lembrança que guardei dela. Perguntei-me o motivo do abandono... talvez minha bagunça e as roupas que deixava espalhadas - e a toalha molhada na cama! -, mas nada disso parecia ser o suficiente para que ela simplesmente partisse. Mas, ao lembrar de tudo isso, eu não estava amargurado ou qualquer coisa; eu estava feliz, porque ela me ensinou e fortaleceu de uma maneira que eu só poderia ficar bem, independentemente do final. Aquela moça de bochechas rosadas foi a melhor coisa que poderia acontecer na minha vida, e o meu último pensamento antes de cerrar os olhos para sempre, aos 96. Ela foi o meu milagre.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Te confundo
Aqui, caro leitor, você se encontrará perdido. Entre o real e o imaginário. Aqui, me confundo em meio às personagens.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Segunda-feira (ou O vento)
Violei a tranquilidade daquela sala ao entrar pela janela. Ela estava sentada próxima à minha, digamos, porta de entrada, escrevendo. Me aproximei calma e docemente de seu corpo pequeno e belo, sem provocar ruído algum. Acomodou-se graciosamente na cadeira, antes de voltar a se concentrar na escrita. Já bem próximo dela, brinquei com seus cabelos - ela então fechou os olhos -, acariciei sua nuca e ela inclinou, levemente, a cabeça para trás. Sussurrei em seu ouvido e ela sorriu, deliciando-se com meu uivo - formando um caracol dentro de sua cabeça - e com minhas carícias em seu braço. Então, como se tomada por uma grande onda inspiradora, ela se pôs a escrever novamente, enquanto eu bagunçava e entrelaçava seus fios de cabelo entre minhas rápidas piruetas. Ela escrevia sobre mim: o vento.
Tambores
A música era tão alta em meus ouvidos, que eu não podia ouvir o que se passava ao meu redor - eu apenas via. Senti gotículas tocarem, suaves, meu rosto. Olhei ao redor: um jogava, três conversavam - acho que olharam para mim em algum momento, talvez achando engraçado o quanto eu parecia perdida, fora do planeta - outra reclamava e gesticulava fervorosamente sobre algo - ou alguém -, enquanto a última ouvia atentamente. Então eu vi a chuva, que caía sem pressa e pareceu acompanhar a tranquilidade daquela parte da música. Fechei os olhos. Quando os abri novamente, estavam todos rindo - mas não de mim. E me senti tão bem por eles estarem felizes. A chuva aumentara agora, e o céu estava cinza, mas era como se tudo estivesse em perfeita harmonia. Os pingos, os risos mudos, eu. Tudo regido pelos tambores da música.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Sublime
Ele executava, com paixão, seu solo na guitarra enquanto eu o fitava da platéia. A energia do lugar inteiro parecia envolvê-lo, e ele estava lindo. O jogo de luzes em minhas retinas, a vibração da música em meu peito, o calor humano superando o frio do ambiente, o cheiro do suor de todos os corpos ali presentes - inclusive o dele, milhões de pontinhos brilhantes no rosto, pescoço e mãos -, a própria música em meus ouvidos... Tudo ali era deliciante aos sentidos, tudo o deixava com um ar ainda mais maravilhoso, tudo aquilo me fazia mais feliz - e, de certo modo, me alimentava a alma. A música foi-se acalmando, encerrando, até que parou. A multidão vibrava intensamente enquanto ele tomava um gole d'água e dava início à outra canção. E eu só pude sorrir. De todas as pessoas ao meu redor, que o desejavam e admiravam com todas as forças, apenas uma o tinha. Eu.
sábado, 9 de outubro de 2010
Colchão novo
Há tempos eu não sonhava. Ou, se sonhava, não conseguia ter consciência disso ao acordar. Acho que estava dormindo mal, e talvez tudo isso fosse consequência do estresse da vida cotidiana. Vida corrida. Mas, há dois dias, ele chegou: o colchão novo. Eu me deitei, com medo de ficar desconfortável, de acordar dolorida, mas não me prendi muito a tais pensamentos, pois o sono era mais forte do que meu próprio cérebro e todos os seus impulsos nervosos que poderiam me deixar acordada naquela noite. Dormi. Acordei. E a primeira coisa que me acometeu foi que eu havia sonhado. Com ele. Pensei ter sido o colchão, mas talvez fosse apenas coisa da minha cabeça. Ontem, fui dormir muito mais feliz e satisfeita com o objeto novato naquele quarto já de certa idade. E, ao acordar hoje, percebi que, sim, havia sonhado novamente. Com a orquídea. Então resolvi fazer um teste para comprovar minha teoria do colchão. Honestamente, prefiro acreditar que é mesmo verdade.
Por enquanto, obrigada Sr. Colchão Novo. :)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Butterflying
Eu acordei. E havia algo de diferente naquele dia. Algo no ar. Sim, definitivamente, era no ar; ele estava mais leve. Como de costume, vesti aquela mesma calça jeans, uma camiseta qualquer e os tênis. Tomei café e escovei devidamente os dentes. Desci as escadas do pequeno edifício - dois andares - e me pus na rua. Deixei meu corpo ser levado pelo vento, e acho que ele já conhecia o meu caminho de rotina até a universidade. Não percebi de início, mas minha trajetória fora mudada. Olhei em volta e a cidade parecia vazia. Não, não parecia apenas. Era como se os humanos houvessem tirado o dia para deixar a natureza como está, sem tirar nem pôr em canto algum. Quando o vento parou e eu me deparei com o que parecia ser o topo de uma grande escadaria, eu vi: minha rota fora alterada. Dessa vez, não foi o vento que me guiou. Uma planta trepadeira enroscou meus dedos e, em seguida, seguiu na direção da escada, entortando o caule pelo corrimão - minha mão atada à uma de suas gavinhas. A tal escada começou, então, a tomar forma. Era uma enorme espiral, que adentrava um tipo de caverna muito profunda aberta no chão - nunca vi nada igual por ali. Olhei para baixo. Vertigem. Não tem fim? A trepadeira parou, e eu também; ainda havia muitos degraus para baixo. Silêncio. O ar - ainda leve - me tranquilizava. Uma borboleta pousou em meu ombro, como se quisesse dizer algo, mas em seguida voou. O barulho rompeu, aos poucos, o silêncio - algo se aproximava. Asas. Os morcegos saíram, aos montes, de dentro da enorme abertura rodeada pela escada. Rodopiaram no alto e mergulharam, com velocidade, em direção à minha cabeça. O ar pesou. Quis sentir medo, mas era tarde: os pequenos animais pretos haviam coberto meu corpo e mordiscaram minha pele até que eu, em desespero, caísse. Eles já não estavam em mim, mas ao meu redor, acompanhando-me naquele abismo aparentemente sem fim. A borboleta voava, delicada, ao lado do meu corpo em queda livre. Então eu vi, abaixo de mim, corpos... Humanos!
Eu acordei. E havia algo de diferente naquele dia. Algo no ar. Sim, definitivamente, era no ar; ele estava mais leve. Vesti aquela mesma calça jeans, uma camiseta qualquer e os tênis. Tomei café e escovei os dentes de qualquer jeito. Desci as escadas do pequeno edifício - dois andares - e me pus na rua. Tomei meu caminho e, na base de uma pequena escadaria, lá estava ela. A borboleta, morta.
Eu acordei. E havia algo de diferente naquele dia. Algo no ar. Sim, definitivamente, era no ar; ele estava mais leve. Vesti aquela mesma calça jeans, uma camiseta qualquer e os tênis. Tomei café e escovei os dentes de qualquer jeito. Desci as escadas do pequeno edifício - dois andares - e me pus na rua. Tomei meu caminho e, na base de uma pequena escadaria, lá estava ela. A borboleta, morta.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Epílogo
Se eu pudesse voltar àquele dia de outono, no balanço, não mudaria nada. Ela tão feliz com a proposta de emprego fora do país e eu tão devastada com meu câncer no estômago. Eu quis contar, mas, aqueles olhos que sempre me decifravam, deixaram minha angústia passar despercebida. Então eu sorri. Deixei todo o meu amor para Camille naquele último sorriso. Ela se foi e eu me entreguei à doença - aos vômitos, ao cansaço, às náuseas. Por um momento, as dores cessaram e ela me veio à mente. Os olhos negros cheios de outono - aquele outono -, por trás da fumaça, me envolviam com amor - e um quê de esperteza. A morte chegou sem dor.
Meu nome é Ana. Eu agora sou cinzas... Ao vento.
Meu nome é Ana. Eu agora sou cinzas... Ao vento.
sábado, 21 de agosto de 2010
Capítulo V (ou Do balanço)
Lembro-me de como a moldura acolhia o vidro, dividindo-o em quatro pequenos quadrados. Eu estava ali, sentada; meu corpo estava. Minha mente, preenchida pela recente má notícia, vislumbrava a janela - e era como se houvesse um outro mundo dentro dela. Lembro-me do balanço, da sensação do vento no meu rosto, das folhas caindo - amarelo-alaranjadas - e do céu escurecendo, da angústia que era esperar. Fechei os olhos, mas não pude deixar de sentir o perfume se aproximar. Ela me olhava, com carinho, e eu quis contar. Vou morrer. Mas preferi silenciar, na esperança de que ela percebesse. Não percebeu. Conversamos, mais uma vez, sobre a partida dela, sobre o tempo que eu teria de esperar - e que eu não possuía. No balanço, um beijo, adeus. Lembro-me bem da figura dela se afastando, cada vez mais longe. Vieram, então, as trovoadas.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Capítulo IV (ou Minha)
Era noite. Fazia frio e chovia lá fora. Já meu corpo, estava quente. Ela estava ao meu lado. O braço dela me enlaçava a cintura numa tentativa impossível, eu sabia, de aproximar mais ainda nossos corpos. O perfume - francês como seu nome - preenchia cada espaço vazio daquele quarto, e tomava meus pulmões, deixando-me embriagada. Não lembro quantas vezes me perguntei se aquilo era mesmo verdade - e não mais outro sonho -, até que um trovão, daqueles que ela tanto amava, me trazia de volta à realidade. Lembro, sim, de cada detalhe. Todos os gestos e trejeitos dela me encantavam... até aquela notável ânsia em acender um cigarro, contida com impaciência, me atraía. Por vezes, nossas mãos se encontravam e eu me sentia arrepiar. Estava realmente acontecendo. Ela ali, comigo. Naquele dia, debaixo das cobertas, meus tantos sonhos foram materializados. E, finalmente, eu podia chamá-la de minha.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Pausa para ouvir #7
se eu pudesse mostrar o que você me deu
eu mandava embrulhar, chamaria de meu
eu mandava embrulhar, chamaria de meu
melhor forma não há, pra guardar um AMOR
então preste atenção, ou me compre uma flor
vem, me faz um carinho, me toque mansinho
me conta um segredo, ou me enche de beijo
depois vai descansar, outra forma não há
como eu te valorizo, eu te espero acordar
se eu ousar te contar o que eu sonhei
pode até engasgar, pagaria pra ver
melhor forma não há, pra provar MEU AMOR
eu te presto atenção, tento ser sua flor
vem, te faço um carinho, eu te toco mansinho
te conto um segredo ou te encho de beijo
depois vou descansar, não vou te acompanhar
espero que entenda
vem, te faço um carinho, te toco mansinho
te conto um segredo ou te encho de beijo
depois vou descansar, não vou te acompanhar
espero que entenda e volte pra cá
Te Valorizo - Tiê
sábado, 3 de julho de 2010
Random time!
Há um tempo eu vinha procurando uma coletânea de tópicos sem nexo para postar por aqui, e, hoje, finalmente consegui. Omg, a minha embriaguez pelo sono, só nessa última frase, já me fez digitar errado umas cinco vezes (acredite se quiser).
Minha mãe encontrou um CD com umas pastas antigonas gravadas. Descobri que a maior parte das coisas eram minhas; coisas de mangá, anime, do meu antigo blog, de uma fic que eu comecei a escrever com umas amigas (há uns 5 anos) e nunca concluímos, e até a primeira parte de uma estória que eu comecei a escrever em fevereiro de 2006 e nunca mais continuei (só de ler, já deu vontade de pôr mais esse projeto pra frente)! Depois disso, achei uns links de blogs que eu visitava na época. E achei uns atuais que me trouxeram tanto saudades quanto inspiração (vocês já repararam o QUANTO eu faço referência aos meus velhos tempos de blog por aqui?) Durante a madrugada, resolvi dar uma lida em alguns posts antigos do Tipsy. E eu percebi que, DE NOVO, o blog fez aniversário e eu não disse nada sobre o assunto... o coitadinho já deve estar ressentido depois desses dois anos. :( Também aproveitei para relembrar como é bom (re)ver a evolução da minha escrita com o tempo e a prática. Tem tanta coisa da qual eu me envergonho, enquanto outras só me enchem de orgulho - e espanto! Hm.
Tá, vou dormir, beigos.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Capítulo III (ou Em chamas)
Acendeu um cigarro - era a única coisa que eu odiava nela - e encarou o chão por um momento. Num outro, já olhava para mim. Seus olhos negros, por vezes, pareciam perdidos em meio à fumaça; tão provocantes. Estávamos de frente uma para a outra, as amigas nos faziam uma indesejada companhia. Lembro-me de que queria parar o que quer que estivéssemos fazendo e agarrá-la, tê-la - meu coração ardia, como o cigarro. Minhas mãos suavam, minhas pernas tremiam... As outras perguntaram-me se estava tudo bem. Sim. Foi então que eu vi. Vi aquele sorriso de lado, maldoso, disfarçado por trás da fumaça. Ela sabia o que eu tanto tentava não demonstrar. De algum modo, ela sabia, descobriu. Eu a queria. E disso ela sabia melhor do que ninguém.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Metades
Eduardo BaszczyPorque, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. O quanto uso das partes que brigam dentro de mim. Há muito, eu me confundo. Porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. Olhos abertos, enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra. Segurando forte. Espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso. Das travas descidas sobre a barriga. Porque metade prefere brincar na beira da praia. No raso. Enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. Sobre a possibilidade de afogamento. Porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio. Uso a parte que não deveria na hora em que não poderia. Me confundo com as metades que brigam dentro de mim. Porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. Pé direito até o fim, enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. Seta torta, avisando sobre o perigo. Metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza. Outra, sempre calada, tolera a banalidade. Engole a ignorância. Convive com a mediocridade. Há muito, eu erro a mão. A dose. Me confundo com o que devo usar. Porque metade briga. Explode. Aponta o dedo na cara, enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. No quarto fechado. No tudo escuro. Eu tenho uma metade que berra. Outra que sussurra. Uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. Eu tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade. Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha. Metade auto-suficiente. Mas, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. Me perco. Há dias em que uso a metade que não poderia. Dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria. Porque elas brigam dentro de mim, as metades. Há algumas mais fortes. Outras ferozes. Há partes quase indomáveis. Metades que me fazem sofrer nessa luta diária. No não deixar que uma mate a outra.
but i'm trying to change
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Engraçado
é que, sempre que a gente pensa em parar, vem aquela vontade de escrever.
E que, quando a gente pensa em escrever, vem aquela vontade de parar.
domingo, 6 de junho de 2010
Pausa para ouvir #6
oh my love
can you find my heart?
don't you know that it's true
all this LOVE, i saved for you
can you find my heart?
don't you know that it's true
all this LOVE, i saved for you
Gold Fish - Tiê :)
terça-feira, 18 de maio de 2010
Os três
Parte I
Veio até mim através de terceiros. Primeiramente via internet. Em nosso encontro cara-a-cara, foi como se nos conhecêssemos há tempos: corremos uma na direção da outra e, naquele abraço - quase uma queda -, foi selada a amizade. Regado a dias e noites de viagens - no sentido figurado -, planos, risadas, músicas, jogos, doces e confidências, nosso Sweet Jardim vem crescendo e florescendo durante esses três anos e (quase) meio. Dotada de admiráveis talentos, ela, quando ao meu lado, deixa minha vida em mi maior e lá.
Assinado, Eu (a visitinha).
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Você aqui
me abraça, deita ao meu lado, me beija a bochecha e, depois, a testa. Acaricia meu braço enquanto me deseja boa noite e diz que me ama. Segura meu queixo... me beija (suave) a boca. Passa a mão em meus cabelos e os ajeita - e se ajeita -; me envolve com os braços e, assim, como um bivalve, dormimos.
(há três dias)
sábado, 17 de abril de 2010
Pausa para ouvir #5
i want to live life
and NEVER be cruel
i want to live life
and be good to YOU
i want to fly
and never come down
and live my life
and have friends around
we never change, do we?
no, no
we never learn, do we?
so i want to live
in a wooden house
i want to live life
and always be true
i want to live life
and be good to you
i want to fly
and never come down
and live my life
and have friends around
we never change, do we?
no, no
we never learn, do we?
so i want to live
in a wooden house
making more friends
would be easy
oh, and I DON'T HAVE A SOUL TO SAVE
yes, and i SIN every single day
we never change, do we?
we never learn, do we?
so i want to live in a wooden house
making more friends would be easy
I WANT TO LIVE WHERE THE SUN COMES OUT
we never change - coldplay
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Humano
tem dias que eu adoro você
tem dias que eu te odeio
tem dias que tenhoinveja
porque você tem algo que eu quero
e que é meu (do meu eu egoísta)
e que tenho POUCO (quase nada)
enquanto você tem muito
tem dias que você me preocupa
porque não está bem
porque sei que você está mal
mas não sei porquê
nem posso ajudar
(não agora)
tem dias que tenho raiva
porque você parece um ladrão
querendo meroubar
e isso me chateia
mas talvez não seja sua culpa
talvez não seja por querer
eu sei como é ser involuntário
talvez você seja assim
e comraiva
gosto de contar com você
e você me ache chata
tem vezes que eu te odeio
mas tem vezes...
tem vezes que eu adoro você
(até AMO)
tem dias que eu te odeio
tem dias que tenho
porque você tem algo que eu quero
e que é meu (do meu eu egoísta)
e que tenho POUCO (quase nada)
enquanto você tem muito
tem dias que você me preocupa
porque não está bem
porque sei que você está mal
mas não sei porquê
nem posso ajudar
(não agora)
tem dias que tenho raiva
porque você parece um ladrão
querendo me
e isso me chateia
mas talvez não seja sua culpa
talvez não seja por querer
eu sei como é ser involuntário
talvez você seja assim
então eu entendo
mas continuo sem entendere com
gosto de contar com você
(só ÀS VEZES)
por mais que não pareçae você me ache chata
tem vezes que eu te odeio
mas tem vezes...
tem vezes que eu adoro você
(até AMO)
terça-feira, 6 de abril de 2010
CPU
Logo que a vi, sentada lá na frente, primeira carteira, do outro lado da sala, pensei: é nerd! Depois, descobri a identidade da dita cuja. E então, a conheci de fato. É nerd mesmo!
Ele, de cara, já pensei que era do tipo loki, do meu tipo. Realmente, se brincar, é até mais loki do que eu, mas de um jeito diferente, único - e escandaloso. Muitíssimo inteligente e esforçado, por sinal.
Foi na aula de geologia - a terceira do ano - que um notebook, reproduzindo um certo seriado, me juntou a esses dois. Eu nunca pensei que, ao entrar na universidade, encontraria pessoas tão legais a quem eu me apegasse assim, quase instantaneamente. É uma vida agitada lá dentro. Mas é aquela agitação gostosa de sentir. Sabe?
terça-feira, 23 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Palavras de uma visitinha
Eu adoro estar com você (mesmo quando é via internet). Não me importo de falar sobre o assunto que for, que vier, que surgir. Eu sei que você vai ouvir, entender - e até responder, ou corresponder! Você também não precisa se preocupar quanto ao assunto. Eu adoro as suas idéias e viagens, seus pensamentos e frases. Tudo vindo de você parece tão divertido... e quando não divertido - pelo fato de ser sério -, é sempre bom de ouvir e ver, de entender, de abraçar. No fim, acho que somos folhinhas do mesmo galho (sacou?), caindo juntas e separadas (ao mesmo tempo!), cada uma no seu caminho, mas sempre se encontrando. Nós compartilhamos tanto, que nossos encontros nunca são suficientes. Realmente, precisamos de alguns dias para atualizar todas as vertentes abertas - e nunca concluídas - de nossas conversas. Ah! e adoro nossos dias coloridos. Todos eles.
Da sua eterna "visitinha". :)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Capítulo II (ou Sonho)
Abro os olhos. Sinto dedos pousando levemente sobre meus pés. Sinto-os subir pelas minhas pernas, transformando-se em mãos fortes apertando minhas coxas. Não vejo nada - está tudo escuro -, mas o perfume francês não me engana: é ela. É Camille que me faz sentar na cama, me abraça forte e, enquanto beija meu pescoço, arranha minhas costas por baixo do pijama. O beijo migra suavemente para meus lábios. Minhas mãos tocam seu rosto e cabelos macios. Arrisco uma mordida no pescoço e ela parece gostar. Não acredito que isso tudo esteja acontecendo. Então, de repente, o perfume - tão nítido aos meus sentidos - começa a esvair-se e eu já não sinto tão bem o corpo dela no meu... Eu a quero, eu a quero, sim... já!
Acordei. O despertador tocava.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Brasília Parte 1
1º dia
Quarta-feira. A fila estava enorme e eu fui uma das últimas a entrar no avião. Fiquei na janela, vi as nuvens e tudo que tinha direito (oba, tava com saudades de voar), tomei o café. Cheguei em Brasília e as malas super atrasaram pra chegar. Conheci mais ou menos como funciona a cidade e almocei com a cunhada. Fui para o escritório dela, que fica na UNB e dei um rolé bem rapidinho num pedaço da universidade (porque começou a chover). À noite, em casa, assistimos Transformers.
2º dia
Quinta-feira. Assisti A Era do Gelo 2 enquanto esperava Allane e Bruno para irmos ao Parque Nacional de Brasília e ao Memorial JK. Andei de metrô sozinha. *-* Mais tarde, O Fim da Escuridão no shopping, também com os dois.
3º dia
Sexta-feira. Buscamos Bob&Neto no aeroporto, demos um rolé pela cidade, almoçamos no Mangai, passamos pela Ponte JK, fomos ao QG do Exército e à Praça dos Cristais. À noite, jantamos no Marimbas, acompanhados do tio mais hilário do mundo - o meu - e sua namorada. :D
4º dia
Sábado. Zoológico pela manhã, onde as onças simpáticas e os elefantes brincalhões valeram o passeio. Depois do almoço, pé na estrada em direção à Pirenópolis - GO. Piscina na pousada e, depois, uma volta pela cidade para jantarmos (aliás, ficamos todos entupidos).
5º dia
Domingo. Cachoeiras Santa Maria e Lázaro. À noite: pizza e sorvete em Piri.
6º dia
Segunda-feira. Cachoeira do Abade. Tava lotado, mas achamos uma parte calma e rasa, onde lanchamos e jogamos pedras na água - bem ao estilo da Ponte JK (depois explico). À noite: miojo na pousada, sorvete de novo e uma visita à Ponte Pênsil (não é pencil, hein).
7º dia
Terça-feira. Planejamento de passeio pela manhã foi pro beleléu, mas pagamos um microônibus que sairia à tarde. Voltamos para a pousada, cochilamos, arrumamos as coisas, saímos para almoçar e fomos para o bus. Passamos por duas cachoeiras: a primeira, eu esqueci o nome, mas era tipo um complexo de cachoeiras (muito lindas)... rolou até sanguessugas na galera, haha; a segunda foi a Sonrizal, várias mini quedinhas com piscininhas meigas, bem geladinhas, pouco abaixo da nascente. Depois, subimos o Morro dos Pireneus para ver o pôr-do-sol, que não rolou, mas só pelo visual, já valeu a pena, FATO. Na volta para a pousada, muitos relâmpagos no céu e uns sete raios (que eu enxerguei bem) belíssimos, além de encontrar as formas e paisagens das nuvens. À noite, a boa e velha pizza seguida de conversas no banquinho da rua até 1:30 da madrugada.
8º dia
Quarta-feira. Café na pousada e volta para Brasília. Almoço no Naturetto, descarregamento das máquinas fotográficas no apê do brodah. Depois o pessoal saiu pra dar uma volta, mas eu fiquei em casa e aproveitei para tomar um banho bem relaxada, entrar na internet pra ver as novidades e dar notícia de vida. Ah, e fazer esse post-diário, é claro.
Por agora, é só. Beigos e boa noite! :)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Hello, goodbye
Bom, como vocês, meus amigos, já sabem: vou para Brasília amanhã. Eu adoraria que vocês pudessem estar comigo no aeroporto, mas infelizmente o horário não permite (rs). De todo modo, eu aviso o dia e a hora em que vou retornar à terrinha, para que vocês possam me ver no aeroporto (se puderem), ou marcar de sair comigo no final de semana que se segue. :P
Isso aqui é para dizer que vou sentir falta de todos, assim como levarei todos comigo, no coração (que gay) e na memória. Ok, agora ficou parecendo que vou embora para sempre, e são apenas duas semanas, mas é muito tempo isso, omg.
Enfim, amo vocês e espero que aproveitem bem o carnaval, do modo que for. :)
Beigos!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sobre consideração e balões
Eu percebi que não costumo ter muita consideração pelas pessoas. Aliás, tenho, sim - mas por pouquíssimas criaturas. Em razão disso, acabo pensando e agindo de modo a confundir e até chatear os outros. Não é por querer, nem por maldade. Talvez egoísmo, egocentrismo - vai saber... No fim, me pego de surpresa, no papel de vilã. Ultimamente tenho sido assim: uma completa idiota. Não no sentido de boba, mas no de chata/tosca/ridícula/má... Idiota, enfim. E, em momentos como esse, onde eu vejo o quão idiota sou, me vem o medo. O medo de ver tudo ao meu redor simplesmente desabar. Parece que as pessoas pelas quais eu tenho consideração vão se afastar, voar para longe de mim, como balões... Se isso continuar, tenho (muito) medo de que tudo vá de vez pelos ares e eu, tão pequena, não alcance mais um cordão sequer.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Vinte e uma, e meia.
Há muito não escrevia. Desde o dia da paralisia pelo até mais, ela não mais tivera vontade de escrever. Ou melhor, vontade havia, mas não lhe vinham as palavras. E, então, depois de muito tempo, elas vieram.
00:31. Alice pegara-se a escrever a quarta linha em uma folha qualquer - branca, com um singelo desenho em grafite -, munida de canetinhas coloridas à base de álcool - laranja para escrever e vermelho para riscar os erros ou o que fosse descartado. Cinco minutos depois, ouve gritos vindos do vizinho - chegaram de viagem há dois dias. De fato, não sabiam conversar num tom adequado aos horário. Dona Joana, provavelmente, não conseguira dormir ainda. Mas, voltando à escrita de Alice - que agora usava o rosa para não gastar demais o laranja -, já na décima segunda linha, junto com as palavras, vieram pensamentos sobre seus antes constantes momentos de tristeza. Eram eles que a faziam escrever. Ela acreditava que, agora, sentia-se menos infeliz, apesar de as infelicidades não haverem parado. Escreveu sobre isso. Voltou para o laranja - o rosa manchava demais o papel - e sentiu a vontade de escrever tornar-se pequena. Então, resolveu voltar a dormir. Talvez escrevesse mais pela manhã... Guardou as canetinhas e o papel. Olhou a hora - 00:51 - e deitou-se. Vinte e uma linhas foram rabiscadas. Vinte e uma linhas e meia.
__________________________________________________________
Tentei desenferrujar Alice. Espero que agrade a todos (como antes).
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Eu
Estou feliz, passei no vestibular, vou aprender a ser Bióloga (haha), vou viajar em fevereiro, estou com tempo para ler - e pensar -, hoje pensei em algumas idéias para Ana e Camille <3, ouvi músicas que não ouvia há tempos... etc! :D
Pronto, só isso. Postei para dar sinal de vida (e tô sem vontade de "falar" muito por aqui).
Beigos!
sábado, 2 de janeiro de 2010
After the New Year's Day
Bom, como sabem, eu estou mudando todos os meus meios de comunicação via web para o mesmo endereço de e-mail do gmail. Isso inclui, também, o blog. Por enquanto, eu não consegui manter a url (endereço), então tive que mudar, mas não queria mudar o nome do blog. Depois vou tentar reaver o endereço antigo, se o blogspot não frescar mais comigo (opa, rimou).
Aí está o layout de ano novo. Bem colorido e gay para que as cores tragam nova vida, novas energias e novos ares para esse novo blog nesse novo ano desta nova Tianisa.
Beigos!
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