segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sobre encontros místicos

Já imaginou ter a oportunidade de conhecer seu eu de vinte anos pra frente? Eu nunca pensei nisso. Até que eu a conheci. Conversamos, rimos e, nos identificamos de tal maneira que, a única explicação possível era a de que somos a mesma pessoa. Só que em épocas diferentes da vida. Como nossa alma se partiu em duas e nascemos com duas décadas de diferença? Eu não sei explicar, mas só pode ter sido isso que aconteceu.

Acredite, coisa louca é você se reconhecer em alguém vinte anos à frente. Mas sabe qual é a melhor parte dessa loucura toda? É ficar tranquila de que a sua personalidade, seu espírito de piadista, sua essência... vai ficar lá, do mesmo jeitinho, sem morrer em função da vida adulta. É ver que é possível ser eu e ser adulta nesse mundo. Mesmo daqui vinte anos.

Obrigada, Mari.

terça-feira, 17 de maio de 2016

You don't only belong to yourself

Era interessante como, por vezes, a ideia de desaparecer dava a impressão de que se resolveriam todos os problemas - dela e das pessoas em volta. Se, por um acaso, ela deixasse de existir, isso não facilitaria a vida de todos - ou, no mínimo, diminuiriam suas preocupações? Naqueles dias, essa era uma constante em sua cabeça.

O problema é que lhe faltava coragem de, efetivamente, desaparecer. Era apegada demais às pessoas, à vida. No fundo, ela ainda tinha muito medo da morte e da solidão. No fundo, ela era mesmo covarde.


Você não pertence somente a si mesmo. Ela acreditava nisso. Por isso lhe faltava a coragem. E talvez isso seja, no fim das contas, algo corajoso nessa breve jornada que é ser humano.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Dopamina

Parece que eu sempre escolho - inconscientemente - os detalhes mais aparentemente sem importância para me apegar, coisas que podem parecer simples ou bobas demais. Mas são elas que mais me fazem sorrir e arrepiar. O jeitinho bagunçadinho do teu cabelo quando molhado, e os cachinhos querendo começar a se formar. O cheirinho de chá verde na tua barba. Teus olhos sérios - e a curiosidade que me dá, querendo saber exatamente o que se passa dentro da tua cabeça. As camisetas que te deixam mais bonito sem motivo. Tua voz e empolgação cantando as músicas favoritas. Os abraços. Os sorrisos e, ai ai, as covinhas... Tuas gargalhadas. E teus olhinhos se fechando com elas.

Te encontrar é um evento que vem sempre acompanhado desses e tantos outros picos de dopamina.

E eu, agora, estou viciada nesse cappuccino.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

The TPM group

Queridos,

Lembram-se de quando éramos super ativos em nossos respectivos blogs? Que saudades!

Eu tenho sentido uma urgência grande de voltar a escrever e, com ela, a urgência de voltar a ler vocês e comentar vocês, para vocês e com vocês. Estará em minha posse, muito em breve, a minha carta de alforria (leia-se diploma). E aí, por favor, por favor, vamos nos encontrar! E conversar. E relembrar. E assistir documentários e filmes de terror - daquele jeito que parece que só funciona entre a gente.

Quero de volta os poemas, as zilhões de referências no meio do post, os parêntesis within parêntesis, as piadas, as músicas, as risadas... To sorrindo só de lembrar, gente. Obrigada por se manterem por perto mesmo depois das zilhões de eras em que não nos encontramos. Como é aquele negócio sobre amizade ser um sentimento *Josi's voice*? :)

Da amiga de sempre,

Tia.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

tem dias que dá uma vontade ENORME de desaparec

domingo, 1 de maio de 2016

Sabe, é bastante libertador poder vir aqui e escrever. Mesmo que só pra mim.

Obrigada, Tipsy.