Se eu pudesse voltar àquele dia de outono, no balanço, não mudaria nada. Ela tão feliz com a proposta de emprego fora do país e eu tão devastada com meu câncer no estômago. Eu quis contar, mas, aqueles olhos que sempre me decifravam, deixaram minha angústia passar despercebida. Então eu sorri. Deixei todo o meu amor para Camille naquele último sorriso. Ela se foi e eu me entreguei à doença - aos vômitos, ao cansaço, às náuseas. Por um momento, as dores cessaram e ela me veio à mente. Os olhos negros cheios de outono - aquele outono -, por trás da fumaça, me envolviam com amor - e um quê de esperteza. A morte chegou sem dor.
Meu nome é Ana. Eu agora sou cinzas... Ao vento.
Meu nome é Ana. Eu agora sou cinzas... Ao vento.