terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tô precisando

Conversar, esclarecer, botar os pingos nos "is", esculhambar verbalmente e dar um tapa (com as palavras, o olhar e a mão). Acho que isso abrirá melhor o caminho para essa onda boa de felicidade cuja chegada eu sinto. Deve ser disso mesmo que eu preciso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Capítulo I (ou Nome)

Em frente ao espelho, nua, no banheiro. Minhas roupas jogadas no chão, encharcadas pela chuva que caía lá fora. Entrei no chuveiro e lembrei: na universidade, junto às amigas, uma desconhecida fala. É quarta-feira, faz frio. Aproveitando a trégua dos céus, as outras garotas se vão. Ficamos eu e ela. Ela com seus olhos negros e brilhantes, encantadores. Conversamos.
Eu de peixes, ela de câncer. Se eu fosse, de fato, um peixe, poderia afirmar que caíra em suas garras. Não sei em qual momento. Talvez num conjunto deles, naquela única conversa.
Nos despedimos e, enquanto se afasta, lembra-se de dizer-me o nome: Camille.
Ouvi uma trovoada. Voltei a mim. Entrei no chuveiro, onde cada gota parecia ressoar o nome dela. Camille          camille                      c a m i l l e.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pausa para ouvir #3

at my most beautiful
i count your eyelashes secretly.
with every one, whisper i love you.
i let you sleep.
i know you're closed eye watching me,
listening.
i thought i saw a smile.

At my most beautiful - R.E.M
ando seriamente viciada em rem. e gosto muito dessa música. (dessa parte; e palavras :)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sentir

saudade às vezes traz uma pontadinha de dor...
que, mesmo agora, não passa.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Confesso

Sempre tive vontade de ter um blog no Wordpress, só pra ter aquela carinha fofa e feliz no layout.
Pronto, falei.

Ah, e taí o layout novo do Tipsy! Eu acho que o anterior já deu tudo que tinha... Espero que gostem. :D
Falando em layout... eu estou lendo uns tutoriais pela internet, reaprendendo a mexer em HTML e CSS. Então, espero que, em breve, o blog esteja com um template 100% (ou quase) feito por mim! E boa sorte para mim, hehe. :P

ps: estou, sim, perdendo meu preconceito em relação ao rosa e afins. rs.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lesando

Bom, o vestibular já passou e eu gostei. Vamos esperar o resultado.
Agora o negócio é o seguinte: estou de férias e tenho trocentas coisas para fazer. Segue uma lista.

- Assisir todos os animes, filmes e seriados que estão salvos no bloco de notas (sim, porque ele nunca falha *-*)!
- Ler todos os mangás que eu ver pela frente (se forem bons). [já em andamento]
- Ouvir muita música (boa). [já em andamento]
- Revisar e editar bastante para o [dot]Cafe (hihi).
- Ler muito (livros, etc)!
- Escrever muito e, principalmente, botar pra frente o meu projeto Ana e Camille!
- Caminhar todos (ou quase todos) os dias, para voltar ao peso normal.

Pronto.
Quando terminarem as férias, veremos se conseguirei fazer tudo. Ç_Çv

esse post foi uma inutilidade desnecessária. por favor, ignorem.

sábado, 21 de novembro de 2009

Vestibular taí

Hoje eu fui ver a escola na qual farei a prova. Cheguei lá e estava fechado, mas tudo bem 8D. Era mais para saber onde fica mesmo (e achar o orelhão mais próximo).
No mais, vamos lá, né! Boas provas para nós, tudibão, felicidades, paz de Cristo, Pax Romana, q, etc... ;D

Beigos!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Reforma ortogra(não)fica aqui!

Me recuso a aceitar a ideia de comer linguiça.
Sem acentos, minha vida perde a graça. Vou continuar escrevendo "errado" para deixar arquivado, aqui no Tipsy, o meu protesto.

Passar bem.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Alô, sumi!


Hm, eu tava brincando no Photoshop, aí fiz esse negócio (que não é a Marina), e acho que vai ser o próximo layout do blog. Ou talvez eu deixe guardado pra quando eu fizer um layout decente de verdade, hehe.
Ok, eu sei que eu devia ter postado um capítulo de Ana e Camille há séculos, mas eu ando sem vontade/tempo/inspiração pra escrever. Acho que quando passar o vestibular eu crio coragem, haha. Mentira, tá. Juro que posto em breve, antes do natal. :P Mas veja pelo lado bom: eu já tenho o próximo capítulo estruturado, falta escrever.
Mudando de assunto: adoro escrever assim, tão informalmente no Tipsy de vez em quando. Acho que dá uma revigorada na minha cabeça, rs. Afinal, esse espaço todo ainda serve para eu ficar falando coisas random da minha vida. |D
Não sei se alguém percebeu, mas tem um link novo ali ao lado: [dot]Cafe! Lá tem mangás para download, e digamos que estou trabalhando lá. :D Não tem salário, hehe, mas pelo menos é bom porque eu tô exercitando meu português e meu photoshopês. A Amy (que também tá linkada ali) é a dona do Cafe, e vocês (quem?) estão convidados a visitá-lo! *-*

Bom, vou lá, que tá tarde, né. Boa noite!
(e fica aí outra brincadeirinha minha no Photoshop. é só pra ver como fica. :x)

domingo, 13 de setembro de 2009

Paralisia.

00:40. Ele foi embora, ela ficou. Paralisada em frente à tela do computador, uma lágrima escorreu pela bochecha esquerda e outra pela direita. Ambas se encontraram no queixo e - 00:41 - caíram no colo de Alice.
Dez minutos passaram, e ela permaneceu estática, ouvindo uma única música - aquela onde nada importa. As lágrimas secavam enquanto vinha à mente toda a conversa com o rapaz... Desde a aflição até a confissão dos planos e metas, chegando finalmente à despedida, dolorosa, como se lhe tivessem arrancado o coração. E arrancaram. Rodrigo arrancara o coração da amada e saíra. agora não dá. que triste. Nunca um até mais soara tão doloroso quanto aquele. Soara, sim, apesar de ser escrito.
Parou. Alice tentou passar tudo para o papel, sem sucesso. Trinta e sete minutos se passaram, ela em frente ao computador, a mesma música tocando e, no papel, alguns rabiscos. Ouviu Joana tossir lá em cima, no quarto. Resolveu dormir. Continuar acordada apenas prolongaria sua paralisia dolorida. Tratou de desligar o computador e abandonar os rabiscos em um lugar qualquer. Subiu, tomou banho no intuito de tentar relaxar e tirar a marca de choro de seu rosto. Provavelmente chorou mais uma vez antes de deitar, ou sob o chuveiro. Se demorou a dormir, não se sabe.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Prólogo

Se eu tivesse de escolher o que mais gosto nela, escolheria, sem dúvida, os olhos. Negros, tais quais seus cabelos. E se eu tivesse de escolher o momento em que me apaixonei por ela, diria que foi naquela quarta-feira, durante uma conversa sobre trovões, enquanto ela dizia que adorava ouvi-los e sorria - os olhos brilhando. Tarde fria, nublada e trovejante. Do jeito que ela mais gostava e, a partir daí, eu também...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Três dias

Sábado eu estava vagando pela internet e achei um tutorial bem fácil para fazer tabelas. Aprendi! Ainda vagando, achei uns blogs novos... bateu vontade de voltar a fazer meus layouts. Vou tentar. Vou pôr como meta. Já tenho trocentas coisas para fazer depois do vestibular, o que me faz feliz (por saber que não vou só ficar de papo pro ar).

O domingo foi bom, dia de amorzinho. Com direito a filminho, pipoca e guaraná. E conversa boa no quarto, acompanhada daquela preguiça gostosa que se tem depois do almoço - e que parece triplicada aos domingos de sol com ventinho agradável. Minha irmã apareceu por aqui com o namorido, comeram do meu macarrão, e não sobrou nada.

Segundas-feiras, para mim, são sempre improdutivas. Eu sempre quero criar coragem para estudar, mas cadê? Não acho, não crio, não vem. E fico aqui, vagando, pensando, querendo. Eu sei que vou fazer prova na quinta, e que tem matemática - e o medo-demônio da minha dificuldade -, e que tem física, mas não dá. Hoje não dá, nunca dá. Acho que vou tomar banho mais cedo... ainda tenho que fazer o almoço - o macarrão de ontem já era.

Há tempos não posto assim... mas deu vontade, e eu gostei. Pode parecer que estou super mal hoje, mas não se enganem. Estou repleta, transbordante... acho que é de calma.

domingo, 30 de agosto de 2009

Love.

Segunda, terça, quarta, quinta, sexta;
por vezes nos sábados; (quase)sempre aos domingos.

Te tenho, te tenho. Sempre comigo.
Eu, você e a TV. É domingo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Chama de quê?

É ruim quando as pessoas esquecem de manter uma promessa... Acho que, nesse caso, não podemos mais chamar de promessa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sobre o embriagado.

A aparência pode ser sombria, mas isso não implica que as palavras e intenções também o sejam.
desculpe.

domingo, 23 de agosto de 2009

Meu nome

Chame por ele no meu ouvido direito.

e diz que me ama.

sábado, 22 de agosto de 2009

Morte.

Eu acho que Alice desapareceu... em mim.

domingo, 2 de agosto de 2009

Dor azul.

Se foi ontem. Voltou ainda ontem, mas diferente, voltou gostosa de sentir. Sem arranhões, como eu disse antes. E continua aqui. <3

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dores.

Neste final de mês, a vermelha mal se manifestou. Estranho, mas bom. Já a azul, se faz presente com força, levemente agradável. Sem o perfume no casaco, mas com amor nas mensagens. E quando ela se for, ah, quando ela se for... O azul e o verde palpitarão juntos, sem arranhões, sem dores.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Quando

você está engordando; comendo muito doce e muita massa; dormindo muito tarde e acordando cedo; morrendo de vontade de fazer uma atividade física do seu agrado e não pode; e para completar, você se sente sozinha, abandonada e afastada por uma única pessoa, além de parecer que tudo vindo de você é errado. É como se você fosse totalmente dispensável em quase todos os locais e momentos. Sabe quando você se sente assim?

Pois é.
Eu também odeio isso.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

rockrockrockrock.

A programação de hoje é: ouvir muuuuuuuita música boa (tipo Mutantes e Beatles); organizar meu material direitinho e estudar; ir pro Neves; ter aula e ser feliz, rawr! *-*

Um ótimo Dia Mundial do Rock pra todo mundo, beigos.

Desanuviar - Mutantes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Hoje [no caso, ontem].


#1 Sabe quando pra você já tanto faz?
Pois é.

#2 Ah, vai... nem é tão ruim assim.
É mesmo.

#3 NÃO ACREDITO NISSO!
É praga, e forte.

#4 Pelo menos dá para se divertir...
E rir um pouco, adoro!

#5 Hm, dormir.
É.

» Postagem do fotolog (que deu pau).

domingo, 28 de junho de 2009

Ainda sobre as dores.

A vermelha foi-se embora. Chegou e partiu com tal sutileza que mal fora notada. A azul ficou por mais tempo, ainda sendo boa. Ao raiar de um novo dia, transformou-se paulatinamente... Até que virou-se num arranhão; constantemente junto às paredes azuis palpitantes - agora doloridas.

sábado, 27 de junho de 2009

Hoje.

É dia de dores. Da vermelha, e da azul. Mas ambas me vieram amenas. A primeira, tão tranqüila quanto a semana que a antecedeu. A última, veio com um quê de gostosura; aquela saudade boa de se ter ao sentir o perfume no abraço do casaco.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

É macumba.

Só pode ser... E das grandes!

Chuta.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Beautiful Day.

Só para deixar aqui registrado este Dia Bonito e tão feliz que foi hoje... E ter a imagem nova como um complemento do meu presente ao moço Azul.

E o não amar você é loucura. :*:

sábado, 13 de junho de 2009

Garganta.

Enxergava a realidade escura em meio ao sonho, enquanto abria os olhos. Dormira sem querer, pernas penduradas para fora da cama, braços em volta do travesseiro. Não tinha idéia de que horas eram, mas o breu ao seu redor a deixou atordoada e teve de levantar rapidamente - embora tonta - para acender as luzes da casa. Sua garganta - já irritada antes do cochilo - piorou, estava seca. E doía. Como esperado, seu braço doía também, em razão da péssima posição em que ficara na cama. Lavou o rosto várias vezes, tentando dissipar o embaralhamento em sua cabeça, e o vermelho dos olhos. Achou ter ouvido ruídos vindos do andar inferior da casa. Por um momento manteve-se assustada. Um momento a mais e desceu então à cozinha, em busca de água para aliviar a garganta. De início, nada adiantou. Viu no celular 17:42 - poderia não ser exatamente isso -, ainda um tanto grogue. Em frente ao computador, ligou o som, verificou seus e-mails e nada mais fez além de ouvir música. O telefone tocou, três vezes. Ao atender às chamadas, ouvia apenas o "tu tu tu" do outro lado da linha. Na quarta vez, deixou tocar, já irritada. Uma vez mais. Atendeu e ouviu a tão conhecida voz de Joana. A mãe disse-lhe que demoraria um pouco mais para voltar. Alice pensou em Rodrigo, sentia saudades. Só o veria na segunda-feira. As saudades aumentaram. Quis lembrar do sonho que tivera durante o cochilo; sabia que o rapaz estava nele (ou talvez apenas quisesse saber), mas não lembrou de nada. Acordara tão de repende que esqueceu-se. Teria mesmo que esperar para vê-lo novamente. Tentou conformar-se. Pôs-se a escrever. E a garganta ainda lhe doía.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pausa para ouvir #2

oh no, i see
a spider web is tangled up with me
and i lost my head
the thought of all the stupid things i've said

oh no, what's this?
a spider web, and i'm caught in the middle
so i turned to run
the thought of all the stupid things i've done

oh, i never meant to cause you trouble
i never meant to do you wrong
and i, well if i ever caused you trouble
oh no, i never meant to do you harm

oh no, i see
a spider web and it's me in the middle
so i twist and turn
here am i in my little bubble

singing out, i never mean to cause you trouble
i never mean to do you wrong
and i, well if i ever caused you trouble
oh no, i never mean to do you harm

they spun a web for me...

Trouble - Coldplay

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rá!

Não tenho andado com a mínima vontade de postar (ou talvez seja tão mínima que eu nem perceba, rs). Mas posso garantir que estou bem melhor. Estou muito muito muito bem e feliz, obrigada. E agora vou voltar a estudar para as provas de amanhã, yeah! D:

Beigos.

P.S.: Only love can... you know what I mean. So, thank you, Love. :*

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ok.

Chega de dúvida, angústia, chateação, preocupação, frescação, intromissão, encheção-de-saco. Da minha parte e dos outros. Quero ficar bem. And I wanna talk to you.

sábado, 25 de abril de 2009

Charada.

Uma pergunta, um pedido (ou dois), uma coisa séria e uma indireta (que ele não percebeu e ela não explicou, mas deu certo).

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Teimosa chuva.

Eram 15:01 quando ela olhou pela janela e viu o céu tão cinza, que parecia querer trazer a noite mais cedo, forçada pela chuva. Até seria bom que tal fato ocorresse, pois Rodrigo lhe fazia falta (nada de novo), e logo se veriam, na manhã seguinte. Mas o amanhã não estava nem longe, nem perto. Alice não fora à escola porque aquela crise de sinusite maldita provavelmente pioraria com o ar-condicionado da sala somado ao calor típico da cidade. Em casa, estudaria mais tranqüila e sossegada. Assim pensara e assim o fazia até aquele momento.
Ainda admirando o escuro do céu e o balançar do vento nas árvores, pegou uma folha em branco - arrancada de um antigo caderno -, e pôs-se a escrever o que lhe vinha à mente naquele(s) momento(s). Pensava sobre Rodrigo e sobre o que ele diria quando o assunto - aquele da mente dela - aflorasse para os dois, sozinhos. O que ele responderia era impossível. Impossível adivinhar ou mesmo tentar deduzir. Ela só sabia talvez soubesse que, no fundo, não fora à aula para adiar a resposta do rapaz amado. Queria e não queria vê-lo. Mas não podia pensar nisso. O sábado logo chegaria, trazendo consigo as provas.
15:33. Voltou seus olhos para o livro de História e deixou a chuva - ainda não caída - de lado.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Wat?

Quem é que estava MUITO feliz hoje, hein? Quem?

Eu aprendi que dores físicas servem para avisar que alguma coisa vai acabar com sua felicidade e/ou seu dia mais tarde. Mas por quê diabos eu nunca lembro disso e sou pega despreparada?

domingo, 12 de abril de 2009

Oi

Passei a tarde olhando uma porrada de coisa na internet e tive muuuita vontade de fazer um suuuper blog com um template supimpa, postagens diferentes, sei lá. Eu realmente quero muito mudar. No momento, vou ficar por aqui mesmo, com o Tipsy bonitinho e coisital, e não me ocupar demais com atividades fora do colégio. Depois que passar o vestibular (e se eu passar nele), vou tentar relembrar html, xhtml, css; além de aprender a lidar com php e cutenews, hehe. Enquanto esse dia não chega, fico só aperfeiçoando (?) minhas técnicas (wtf?) para fazer layout, hohoho!
Pois é. Tenho feito muitos planos para o futuro, e pretendo, de fato, alcançá-los. No mais, vou tomar banho (esse escritório é quente demais x.x).

Bom restinho de páscoa para vocês, comam muito chocolate, pensem muito na vida (sem esquecer de vivê-la :D) e nãomeliga. Beigos.

Pensamento.

00:55. Há cinqüenta e quatro minutos, havia decidido parar a exibição do anime que assistia e ir dormir. Deu uma última olhada na sua lista de amigos (?) online e viu algo que lhe chamou a atenção. Um verso de música daquela banda agora partida em pedaços. Lembrou e sentiu a velha vontade de brincar de ser feliz. Apenas tinha saudades dos quatro irmãos, e talvez evitasse ouvi-los na aflição de que não voltassem para ela. Mas, de volta aos contatos - eram 32 ali -, trocou algumas poucas palavras com seu interlocutor. 00:48. Ambos calaram-se. Ela resolveu escrever. No relógio - três minutos atrasado -, 01:06, desconectou-se o rapaz, enquanto ela ainda escrevia. A conversa com ele, para ela, não fora de fato importante.
Rodrigo fazia falta. Por isso ela ouvia músicas que o trouxessem para perto. Apesar de ser o terceiro dia separada de seu rapaz, ainda podia sentir seu perfume e seus carinhos, sua fala e seus gestos. Cada detalhe daquela quarta-feira maravilhosa - e a mensagem por ele enviada depois da meia-noite - permanecia ali, ao redor de Alice. As lembranças mantinham-na feliz, de pé, aguardando a nem tão demorada tarde de segunda.
01:23 e ela lembrou que sentia-se verdadeiramente mais velha, bonita e um pouco confiante. Pensou nas mil coisas que desejava e planejava fazer no futuro. Pensou em seu irmão - que viera da capital nacional para a Semana Santa em casa. Pensou no chocolate que devoraria mais tarde, após o almoço; e na saída aleatória combinada com dona Joana, para a tarde - ou noite - de domingo. Pensou que poderia ter visto mais dois episódios daquele anime, mas valera a pena ficar apenas escrevendo - mesmo que pouco. Então pensou em mais nada. Em Rodrigo, em chocolate; em dormir. Alice subiu para seu quarto. 01:39.

sábado, 4 de abril de 2009

Cara ou coroa?

Vinha no ônibus acompanhada por dois. Um desceu. Depois, a outra. Ela ficou só, mas não se sentiu mal por isso. Sempre gostara de andar em ônibus, observar as pessoas na cidade - tão intrigantes. Fazê-lo sozinha era, de fato, mais adequado. Mas especialmente naquele sábado, ela estava desatenta às movimentações humanas. Voltara-se para si. Tempos depois de subir um degrau na idade, finalmente sentia-se mais velha. Relembrava suas ações de pouco tempo atrás, conversando na parada do ônibus. Comparava-as com as de dias antes, quando ainda ficava chateada por insignificâncias extremas. Alice se via mais ela, mais bonita, muito mais. Pela primeira vez era como se fosse mais velha, de verdade. Na mente, no corpo, na essência.
Mais tarde, no banho, pegou-se com os mesmos pensamentos que tivera naquele banco de ônibus. Enxergava-se muito mais, e ao mesmo tempo sentia-se muito menos. A falta de Rodrigo insistia permanentemente em perfurar com um graveto a mesma ferida, mal coagulada. Por isso buscou distrações que lhe trouxessem alegria, como os mais novos companheiros de classe, por exemplo. Muito maravilhosos. Inclusive, ouvia as músicas que Ulisses lhe entregara na sexta-feira. Ouvia na tentativa de relaxar, enquanto desabafava tudo a Rodrigo. Não queria desesperá-lo, mas ela mesma já se desesperara. No fim, tudo daria certo, não?
Alice como uma moeda: dois lados.
E o sábado praticamente já se findara. Planos para o domingo ela já tinha: filmes, comida, música, livro; passar o dia em casa sem ao menos o pijama tirar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pincelada azul.

Há uns dias eu baixei um pacote de brushes pro Photoshop, e resolvi brincar um pouquinho, hehe. O resultado tá aí: mais um pseudo-layout do Tipsy (o engraçado é que nunca me referi assim ao blog, até agora). Originalmente a imagem não era dessa cor. Aliás, a imagem não era nem essa. Cortei, copiei, colei, juntei, mexi, remexi, sobrepus, apaguei, modifiquei tudo. Mas voltando à cor - que não era essa -, era rosa. Aí eu achei rosa demais, e rosa demais me enjoa. Peguei um tom de azul random (ok, nem foi random), pincelei tudo por cima, e ficou assim, bonitinho. :)
Pincelada azul. O título do post, duh, eu sei, que merda (risos). Foi o que veio na cabeça, oras. Depois eu percebi que era o sétimo layout do blog, aí me toquei o porquê do azul, mesmo inconsciente (não tente entender por quê, é interna). Blue Love. Outro dia, quando eu não tiver mais o que fazer, eu venho aqui e posto todos os layouts até o atual :D. E isso me lembra que em fevereiro o pobre Tipsy fez um ano e eu nem escrevi nada! Como sou má, sou má.
Ok, eu de fato deveria estar postando mais um pseudo-capítulo da minha pseudo-fic, e não enrolando. Mas sabe aquele bloqueio que eu tenho durante a época das aulas? Pois é. Por isso o "Liebhaber" tá pequeno, mal escrito e blá. Eu queria pôr novos personagens, mas eu ainda nem escrevi sobre um episódio que me veio em mente há tempos e que já deveria estar aqui. Não me matem ç.ç! Tá, não é como se eu tivesse um milhão de leitores que me cobrassem pra escrever logo...
Omg, estou num monólogo bizarro aqui. Há muito tempo eu não escrevia assim, haha. Mas talvez eu só precisasse de um bom e velho diário pra pôr o que dá na telha da Tianisa, e não da Alice. Mas esta última retornará em breve. E a primeira idem! ;P
Sou bizarra e tô loki hoje, beigos. *-*

Águas de Março - Elis Regina *o*

quarta-feira, 18 de março de 2009

Dia verde.

Desde 03:30, o décimo sétimo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Comentário para Elebic.

A culpa está presente na vida de todas as pessoas, mas algumas dão importância de mais, e outras, de menos.
As coisas acontecem porque têm de acontecer, não existe acaso.
Nossas ações ou a falta delas nos trazem conseqüências - às vezes mais sérias do que poderíamos esperar - que devem ser aceitas e tomadas como um aprendizado. Se a nota foi baixa, se o estudo foi pouco, isso deve se tornar um incentivo para o seu avanço, para uma nota boa e mais conhecimento.
Eu sinto muito por todas as minhas culpas ruins até hoje, mas também comemoro as boas. Culpa boa? Sim. Foi culpa minha me deixar apaixonar e sentar ao lado de Jean naquele 5 de maio e de lá nunca sair. A culpa de uma nota boa também foi toda, e somente(!), minha.
Além da existência de culpas boas, também há as não-culpas. Eu não conheci meu avô materno, porque não era nascida - culpa minha? Não disse adeus à minha avó e bisavó maternas, assim como ao meu avô paterno. Mas a culpa é minha pelo fato de eu não poder estar com eles? Esse tipo de coisa acontece pra deixar a gente mais maduro - ou pelo menos eu penso desse modo.
Portanto, não fique tão ruim assim por causa da sua culpa, por mais que sua relação com ela seja estreita. Mas use isso a seu favor para crescer. E procure pensar nas culpas boas também, que te trazem felicidades.

te amo, mesmo. :*

segunda-feira, 2 de março de 2009

Loki candy.

Faltam dezesseis dias para o meu aniversário. E como já é chegado o mês de águas que fecham o verão - neste momento, caem os pingos lenta e tranqüilamente lá fora -, trago novas cores ao blog. Cores que lembram um bocado a Estação Primeira de Mangueira - uma de minhas favoritas. Apenas lembra. O motivo real não é a escola de samba em si. Aliás, nem mesmo sei se há motivo (hehe). Então pode ser que me perguntem por que não tentei mudar as cores.
Primeiro: eu realmente não encontraria nada que combinasse melhor com a imagem. Segundo: a escola de samba leva o nome da minha angiosperma favorita, a preferida desde os tempos de infância - não tão distantes - até hoje. Essa mesma mangueira me lembra o Neves, colégio onde tenho o prazer de estar há pouco mais de dois anos, e a feliz infelicidade de já estar quase saindo. E terceiro: voltando à infância, cresci junto com a mangueira que tenho no quintal de casa, que, apesar de alguns anos mais nova, já parece ser tão mais velha... Nos encarávamos, eu maior que ela, regando-a; nos encaramos, ela maior que eu, carregada de manguinhas e mangonas. Puro amor (risos)!
Todo esse papo nostálgico me faz lembrar de algumas coisas que tenho pensado a respeito da casa, da rua, do bairro onde moro. Mas acredito que eu posso deixar isso para uma outra oportunidade, outro post. No mais, sinto-me bem. (:

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Telefonema.

Sentada em frente à tela do computador, ela procurava fazer algo que lhe distraísse: ler qualquer coisa que julgasse interessante, ou mesmo assistir à busca pelo samurai que cheira a girassol. Por um momento parou. Tomou um gole d'água, esticou as costas preguiçosas em algo que poderia lembrar um bocejo curto, inconcluído. Fitou o tronco de árvore recostado ao muro que cercava a casa e a separava dos vizinhos. A luz, que ultrapassava a linha de madeira da janela e atingia tanto o rosto de Alice quanto (quase)todos os objetos do cômodo, era amarela, entardecente. Ela então subiu para juntar os lençóis que deveria colocar na máquina, como Joana havia lhe pedido.
Bem à frente da varanda, acima da mangueira, um beija-flor voava e pairava; fazia tudo novamente, repetidas vezes, cenário e personagens banhados naquele feixe amarelado ainda insistente em invadir e colorir suavemente as paredes da casa, além do céu de nuvens escurecidas. Alice selou as portas da varanda e tratou de pegar os lençóis - um possuía a cor daquela tarde, enquanto o outro era azul, o que a fazia lembrar dele - e de repente, pensando no azul, notou não importar a direção para a qual olhasse, em todas haveria a cor que transformaria qualquer pensamento dela em um só: Rodrigo. O copo onde tomara o gole d'água, o chinelo que calçava, a calça que vestia, o sabão em pó e o amaciante que usara na máquina para lavar os lençóis - inclusive o azul que carregara há pouco. O fato de haver tanto azul em sua cabeça lembrava constantemente à Alice de que Rodrigo ainda não ligara, como prometera ao despedir-se na noite anterior. Mas ela não estava chateada com isso - talvez um pouco triste - e imaginava se ele não poderia ter passado o dia na casa de Bruno, ou na de Marcelo. Sim, esse seria o motivo da não-ligação.
Passava das 17:30 e a coloração amarela já se esvaíra, dando lugar a uma cor indefinida - de aparência seca e sem vida - que logo se tornaria o negro da noite.
19:14. Alice agora estava repleta de uma sensação de peso, e é bem provável que tenha ido tomar um banho para se livrar disso. Tinha em mente que ele não ligaria ainda naquela noite, mas recusou o convite para sair - que Joana lhe fizera mais cedo -, na esperança de ouvir o toque do telefone e, logo em seguida, a voz de Rodrigo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vômito.

Alice queria vomitar, vomitar, vomitar.
As palavras. As vísceras. Tudo.

Às vezes

eu me sinto tão idiota...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Alice e Joana.

Ótimo. Estava simplesmente tudo ótimo até que ela começou a implicar: "Você já passou tempo demais sentada no computador, já desligou? Você sabe que não pode ficar sem se movimentar." Argh, Alice simplesmente odiava tudo aquilo. Aquele ar de implicância de sempre, com um de preocupação que só surgiu depois da descoberta de mais dois cálculos, um em cada rim, naquela mesma tarde. O mais incrível era que, em pouco tempo, as duas já estavam rindo juntas de uns óculos que eram colocados na cadelinha - e ela estava em cima da cama, como sempre. Joana. Alice realmente a amava demais; e lembrou-se de algo ocorrido há uns poucos dias...
» Enquanto dona Joana sentia dores no coração e estava provavelmente chateada por a filha ficar mais uma vez até tarde naquele inferno de computador, Alice - sentada na beirada da cama de casal onde estava deitada a mãe - virou o rosto, disfarçou um choro trancado que tentava explodir de algum modo, e desejou que aquela dor pudesse ser passada para ela. Era extremamente preciso que a dor no peito de sua mãe passasse para ela, a filha que deveria ser punida. Vai passar. Então, por um momento, Alice achou que as palavras de Joana se referiam àquilo que se passava em seu pensamento; a dor finalmente passaria e a puniria! Chegou a sentir uma pontada no peito - talvez por mera ilusão, talvez em razão de sua grande vontade e sentimento de culpa - e alegrou-se por estar dando certo, mas percebeu que na verdade sua mãe se referia à dor. A dor iria passar, sair, parar. Alice deixou seus pensamentos e sua falsa dor de lado e fez massagem nas pernas daquela mulher a quem tanto amava e devia. «
Lembrando-se do que ocorrera naquele dia, Alice procurou no armário por outro livro para ler - estava sedenta de palavras - e então parou para ler a folha de papel ofício em que Rodrigo lhe escrevera da última vez. Por um instante, voltou àquele momento, na tarde de quinta-feira. Sorriu. Pegou o livro e desceu, dirigiu-se até o computador, abriu seu programa de reprodução de músicas, digitou, pensou e riu-se: você também. Em seguida sorriu novamente. Rodrigo a havia simplesmente viciado na banda da qual ela já gostava, e conhecia muito bem desde criança. De uns tempos para cá, qualquer coisa que lembrasse o rapaz seria muitíssimo bem-vinda e motivo de vício para ela. Mas essa estória não é sobre Rodrigo.
Alice lembrou-se mais uma vez da dona Joana - provavelmente já dormindo lá em cima -, decidiu-se por ler. Depois escreveu. Acredite, preciso escrever para me sentir bem, para dormir e acordar bem, pensou. E realmente precisava. Ela precisava despejar tudo o que guardava em silêncio, somente para si - por escolha própria. Deve ter provavelmente ouvido apenas umas três músicas várias vezes antes de desligar tudo e ir dormir. Achou até meio engraçado o fato de que suas noites - ou madrugadas - têm terminado quase todas da mesma maneira nos últimos tempos. Assim era também com o que escrevia. Talvez ela quisesse mudar, ou estava bem assim. Alice queria estar só; por vezes só a dois. E que Joana estivesse no único lugar onde poderia estar plenamente feliz, satisfeita e sem dores: seu país de origem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Silêncio a dois.

No fim, ficar deitada de olhos cerrados - por vezes abertos para encontrarem os dele -, foi a melhor coisa daquele domingo nada chuvoso, e quente. Naquele momento, Alice não esperava dele uma conclusão desconhecida. Enquanto Rodrigo, por outro lado, nem imaginava que nela houvesse um constante ato de apaixonar-se como se fosse a primeira vez que o visse. Mesmo com todo aquele sol, havia tempestade. Elétrica. Ao som do harmonioso silêncio.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Dia de verão.

Abriu os olhos. Seus pés estavam frios demais e chovia lá fora. O ventilador ligado. Sentia-se preguiçosa, não queria levantar, mas o frio a convenceu do contrário. Levantou-se, mas apenas para desligar o ventilador - estava quase no máximo - e voltou à cama, onde a yorkshire esperava para se acomodar novamente em seus pés. O relógio devia estar marcando umas dez e meia ou menos, e ela dormiu - por puro capricho, pois lhe faltava o sono.
Acordou finalmente com uma bronca da mãe, dizendo já ser quase meio-dia - e de fato, eram 11:59. Alice se sentou e assim permaneceu por um tempo, notando no chão o chinelo novo, azul carbono. Foi ao banheiro e depois deitou-se novamente, dando atenção àquela bolinha de pêlos ainda sobre a cama. Decidiu-se então por levantar e ler, esperando pelo almoço - que não demorou a ficar pronto. No fim, comeu (ou tomou) três colheradas de leite condensado, subiu as escadas até o sofá e tornou a ler. Lá fora ainda chovia. Chovia e parava, depois chovia de novo. E trovejava.
Leu a tarde inteira quatorze capítulos do livro que Rodrigo lhe emprestara. Estava feliz que finalmente conseguira empenhar-se em ler algo, e não apenas perder o dia sem fazer absolutamente nada que lhe fosse útil. Alice leu, e só parou com uma súbita vontade de comer doce. Procurou por uma receita e foi-se para a cozinha, onde fez um bolo de chocolate com cobertura também de chocolate; ficou bom. Jantou com sua mãe e foi com ela assistir ao último episódio da novela.
Mais tarde, no computador, notou que: como passara a tarde lendo e depois entretera-se com bolo e novela, nem mesmo banho tomara naquele dia. Decidiu ir para o chuveiro - já passava da meia-noite. Depois pegou um bloco de folhas em branco, um lápis recém apontado, o livro de Rodrigo e o celular; deitou-se na cama - a porta do quarto fechada e o ventilador desligado em razão do frio daquela noite - e pôs-se a escrever seu dia, como se sentia, esperando que aquela chuva de verão não atravessasse outro amanhecer, e que viesse novamente o sol forte de sorriso amarelado e o céu azul com suas nuvens de algodão. Mas cansou, foi dormir. No relógio marcavam 02:07.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Madrugada.

00:51. Foi a última vez que ela olhou a hora antes de desligar o celular. Deus sabe que horas eram quando ela resolveu sentar-se na cama - depois de muito pensar e chorar - e ouviu alguns poucos latidos do cachorro do vizinho. Levantou-se, pegou sua agenda do ano que passou - que usava como pseudo-diário -, um lápis desapontado, sentou-se no chão e acendeu a luz do ventilador, como se fosse ajudá-la a enxergar realmente algo. Escreveu o mais forte que pôde e se aproximou ao máximo da luz alaranjada artificialmente fraca, sem se importar realmente se estava ou não prejudicando a própria visão.
Pensou ter ouvido sua mãe acordar. Desligou rapidamente a luz e levantou-se; mas ouviu-a roncar antes que tivesse tempo de entrar no banheiro, fechar a porta e acender a luz do espelho na parede - de fato bem melhor que a do ventilador. Sentou-se sobre a tampa do sanitário - o da descarga quebrada -, apoiou a agenda em sua perna direita e continuou a escrever. Já estava na metade da segunda pequena folha, com sua letra bem maior que a de costume.
Não sabia exatamente o que sentia; raiva com saudade, frustração, tristeza... Nem parecia a garota tão sorridente e feliz de dois dias antes. Quem dera ela pudesse ser agora aquela pirata e furtá-lo para si. Mas seu braço já começara a querer parar, e ela sentia calor no banheiro completamente fechado. Parou. Fechou a agenda, saiu do banheiro, colocou seus dois objetos acompanhantes - lápis e agenda - no lugar onde os pegara, deitou-se, olhou para o tempo que não sabia qual era, pensou. Sabe-se lá a que horas ela finalmente adormeceu. Também de hora alguma Alice queria saber; só a de vê-lo novamente.

Pausa para ouvir.

para quem quer se soltar, invento o cais
invento mais que a solidão me dá
invento lua nova a clarear
invento o amor
e sei a dor de me lançar

eu queria ser feliz
invento o mar
invento em mim o sonhador

para quem quer me seguir, eu quero mais
tenho o caminho do que sempre quis
e um saveiro pronto pra partir
invento o cais
e sei a vez de me lançar

Cais - Elis

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Pirata.

Em momentos de desencontros 'internetais' como este, e ainda em meio às suas dores mensais, Alice tinha vontade de cercá-lo e furtar-lhe o coração. Levar consigo o que, nele, ela via de mais precioso: o ser que palpitava descompassadamente verde no peito do azulado rapaz. Não por raiva; pilharia por saudade. Ah!, e como ela desejava fazê-lo já; e como deseja! A pirada pirata do amor!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vestido.

No primeiro dia de mais um entre os tantos anos em sua vida, o vestido que usara há dois dias ainda tinha o perfume do seu adorado rapaz. Queria ela que a fragrância continuasse intacta tal qual suas lembranças, tecidas com fios de saudade. E ainda assim, até que o dia findado fosse, ela sequer tiraria o vestido. Alice, teimosa, não tiraria.