quinta-feira, 5 de março de 2009

Comentário para Elebic.

A culpa está presente na vida de todas as pessoas, mas algumas dão importância de mais, e outras, de menos.
As coisas acontecem porque têm de acontecer, não existe acaso.
Nossas ações ou a falta delas nos trazem conseqüências - às vezes mais sérias do que poderíamos esperar - que devem ser aceitas e tomadas como um aprendizado. Se a nota foi baixa, se o estudo foi pouco, isso deve se tornar um incentivo para o seu avanço, para uma nota boa e mais conhecimento.
Eu sinto muito por todas as minhas culpas ruins até hoje, mas também comemoro as boas. Culpa boa? Sim. Foi culpa minha me deixar apaixonar e sentar ao lado de Jean naquele 5 de maio e de lá nunca sair. A culpa de uma nota boa também foi toda, e somente(!), minha.
Além da existência de culpas boas, também há as não-culpas. Eu não conheci meu avô materno, porque não era nascida - culpa minha? Não disse adeus à minha avó e bisavó maternas, assim como ao meu avô paterno. Mas a culpa é minha pelo fato de eu não poder estar com eles? Esse tipo de coisa acontece pra deixar a gente mais maduro - ou pelo menos eu penso desse modo.
Portanto, não fique tão ruim assim por causa da sua culpa, por mais que sua relação com ela seja estreita. Mas use isso a seu favor para crescer. E procure pensar nas culpas boas também, que te trazem felicidades.

te amo, mesmo. :*

segunda-feira, 2 de março de 2009

Loki candy.

Faltam dezesseis dias para o meu aniversário. E como já é chegado o mês de águas que fecham o verão - neste momento, caem os pingos lenta e tranqüilamente lá fora -, trago novas cores ao blog. Cores que lembram um bocado a Estação Primeira de Mangueira - uma de minhas favoritas. Apenas lembra. O motivo real não é a escola de samba em si. Aliás, nem mesmo sei se há motivo (hehe). Então pode ser que me perguntem por que não tentei mudar as cores.
Primeiro: eu realmente não encontraria nada que combinasse melhor com a imagem. Segundo: a escola de samba leva o nome da minha angiosperma favorita, a preferida desde os tempos de infância - não tão distantes - até hoje. Essa mesma mangueira me lembra o Neves, colégio onde tenho o prazer de estar há pouco mais de dois anos, e a feliz infelicidade de já estar quase saindo. E terceiro: voltando à infância, cresci junto com a mangueira que tenho no quintal de casa, que, apesar de alguns anos mais nova, já parece ser tão mais velha... Nos encarávamos, eu maior que ela, regando-a; nos encaramos, ela maior que eu, carregada de manguinhas e mangonas. Puro amor (risos)!
Todo esse papo nostálgico me faz lembrar de algumas coisas que tenho pensado a respeito da casa, da rua, do bairro onde moro. Mas acredito que eu posso deixar isso para uma outra oportunidade, outro post. No mais, sinto-me bem. (:

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Telefonema.

Sentada em frente à tela do computador, ela procurava fazer algo que lhe distraísse: ler qualquer coisa que julgasse interessante, ou mesmo assistir à busca pelo samurai que cheira a girassol. Por um momento parou. Tomou um gole d'água, esticou as costas preguiçosas em algo que poderia lembrar um bocejo curto, inconcluído. Fitou o tronco de árvore recostado ao muro que cercava a casa e a separava dos vizinhos. A luz, que ultrapassava a linha de madeira da janela e atingia tanto o rosto de Alice quanto (quase)todos os objetos do cômodo, era amarela, entardecente. Ela então subiu para juntar os lençóis que deveria colocar na máquina, como Joana havia lhe pedido.
Bem à frente da varanda, acima da mangueira, um beija-flor voava e pairava; fazia tudo novamente, repetidas vezes, cenário e personagens banhados naquele feixe amarelado ainda insistente em invadir e colorir suavemente as paredes da casa, além do céu de nuvens escurecidas. Alice selou as portas da varanda e tratou de pegar os lençóis - um possuía a cor daquela tarde, enquanto o outro era azul, o que a fazia lembrar dele - e de repente, pensando no azul, notou não importar a direção para a qual olhasse, em todas haveria a cor que transformaria qualquer pensamento dela em um só: Rodrigo. O copo onde tomara o gole d'água, o chinelo que calçava, a calça que vestia, o sabão em pó e o amaciante que usara na máquina para lavar os lençóis - inclusive o azul que carregara há pouco. O fato de haver tanto azul em sua cabeça lembrava constantemente à Alice de que Rodrigo ainda não ligara, como prometera ao despedir-se na noite anterior. Mas ela não estava chateada com isso - talvez um pouco triste - e imaginava se ele não poderia ter passado o dia na casa de Bruno, ou na de Marcelo. Sim, esse seria o motivo da não-ligação.
Passava das 17:30 e a coloração amarela já se esvaíra, dando lugar a uma cor indefinida - de aparência seca e sem vida - que logo se tornaria o negro da noite.
19:14. Alice agora estava repleta de uma sensação de peso, e é bem provável que tenha ido tomar um banho para se livrar disso. Tinha em mente que ele não ligaria ainda naquela noite, mas recusou o convite para sair - que Joana lhe fizera mais cedo -, na esperança de ouvir o toque do telefone e, logo em seguida, a voz de Rodrigo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vômito.

Alice queria vomitar, vomitar, vomitar.
As palavras. As vísceras. Tudo.

Às vezes

eu me sinto tão idiota...