sábado, 4 de abril de 2009

Cara ou coroa?

Vinha no ônibus acompanhada por dois. Um desceu. Depois, a outra. Ela ficou só, mas não se sentiu mal por isso. Sempre gostara de andar em ônibus, observar as pessoas na cidade - tão intrigantes. Fazê-lo sozinha era, de fato, mais adequado. Mas especialmente naquele sábado, ela estava desatenta às movimentações humanas. Voltara-se para si. Tempos depois de subir um degrau na idade, finalmente sentia-se mais velha. Relembrava suas ações de pouco tempo atrás, conversando na parada do ônibus. Comparava-as com as de dias antes, quando ainda ficava chateada por insignificâncias extremas. Alice se via mais ela, mais bonita, muito mais. Pela primeira vez era como se fosse mais velha, de verdade. Na mente, no corpo, na essência.
Mais tarde, no banho, pegou-se com os mesmos pensamentos que tivera naquele banco de ônibus. Enxergava-se muito mais, e ao mesmo tempo sentia-se muito menos. A falta de Rodrigo insistia permanentemente em perfurar com um graveto a mesma ferida, mal coagulada. Por isso buscou distrações que lhe trouxessem alegria, como os mais novos companheiros de classe, por exemplo. Muito maravilhosos. Inclusive, ouvia as músicas que Ulisses lhe entregara na sexta-feira. Ouvia na tentativa de relaxar, enquanto desabafava tudo a Rodrigo. Não queria desesperá-lo, mas ela mesma já se desesperara. No fim, tudo daria certo, não?
Alice como uma moeda: dois lados.
E o sábado praticamente já se findara. Planos para o domingo ela já tinha: filmes, comida, música, livro; passar o dia em casa sem ao menos o pijama tirar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pincelada azul.

Há uns dias eu baixei um pacote de brushes pro Photoshop, e resolvi brincar um pouquinho, hehe. O resultado tá aí: mais um pseudo-layout do Tipsy (o engraçado é que nunca me referi assim ao blog, até agora). Originalmente a imagem não era dessa cor. Aliás, a imagem não era nem essa. Cortei, copiei, colei, juntei, mexi, remexi, sobrepus, apaguei, modifiquei tudo. Mas voltando à cor - que não era essa -, era rosa. Aí eu achei rosa demais, e rosa demais me enjoa. Peguei um tom de azul random (ok, nem foi random), pincelei tudo por cima, e ficou assim, bonitinho. :)
Pincelada azul. O título do post, duh, eu sei, que merda (risos). Foi o que veio na cabeça, oras. Depois eu percebi que era o sétimo layout do blog, aí me toquei o porquê do azul, mesmo inconsciente (não tente entender por quê, é interna). Blue Love. Outro dia, quando eu não tiver mais o que fazer, eu venho aqui e posto todos os layouts até o atual :D. E isso me lembra que em fevereiro o pobre Tipsy fez um ano e eu nem escrevi nada! Como sou má, sou má.
Ok, eu de fato deveria estar postando mais um pseudo-capítulo da minha pseudo-fic, e não enrolando. Mas sabe aquele bloqueio que eu tenho durante a época das aulas? Pois é. Por isso o "Liebhaber" tá pequeno, mal escrito e blá. Eu queria pôr novos personagens, mas eu ainda nem escrevi sobre um episódio que me veio em mente há tempos e que já deveria estar aqui. Não me matem ç.ç! Tá, não é como se eu tivesse um milhão de leitores que me cobrassem pra escrever logo...
Omg, estou num monólogo bizarro aqui. Há muito tempo eu não escrevia assim, haha. Mas talvez eu só precisasse de um bom e velho diário pra pôr o que dá na telha da Tianisa, e não da Alice. Mas esta última retornará em breve. E a primeira idem! ;P
Sou bizarra e tô loki hoje, beigos. *-*

Águas de Março - Elis Regina *o*

quarta-feira, 18 de março de 2009

Dia verde.

Desde 03:30, o décimo sétimo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Comentário para Elebic.

A culpa está presente na vida de todas as pessoas, mas algumas dão importância de mais, e outras, de menos.
As coisas acontecem porque têm de acontecer, não existe acaso.
Nossas ações ou a falta delas nos trazem conseqüências - às vezes mais sérias do que poderíamos esperar - que devem ser aceitas e tomadas como um aprendizado. Se a nota foi baixa, se o estudo foi pouco, isso deve se tornar um incentivo para o seu avanço, para uma nota boa e mais conhecimento.
Eu sinto muito por todas as minhas culpas ruins até hoje, mas também comemoro as boas. Culpa boa? Sim. Foi culpa minha me deixar apaixonar e sentar ao lado de Jean naquele 5 de maio e de lá nunca sair. A culpa de uma nota boa também foi toda, e somente(!), minha.
Além da existência de culpas boas, também há as não-culpas. Eu não conheci meu avô materno, porque não era nascida - culpa minha? Não disse adeus à minha avó e bisavó maternas, assim como ao meu avô paterno. Mas a culpa é minha pelo fato de eu não poder estar com eles? Esse tipo de coisa acontece pra deixar a gente mais maduro - ou pelo menos eu penso desse modo.
Portanto, não fique tão ruim assim por causa da sua culpa, por mais que sua relação com ela seja estreita. Mas use isso a seu favor para crescer. E procure pensar nas culpas boas também, que te trazem felicidades.

te amo, mesmo. :*

segunda-feira, 2 de março de 2009

Loki candy.

Faltam dezesseis dias para o meu aniversário. E como já é chegado o mês de águas que fecham o verão - neste momento, caem os pingos lenta e tranqüilamente lá fora -, trago novas cores ao blog. Cores que lembram um bocado a Estação Primeira de Mangueira - uma de minhas favoritas. Apenas lembra. O motivo real não é a escola de samba em si. Aliás, nem mesmo sei se há motivo (hehe). Então pode ser que me perguntem por que não tentei mudar as cores.
Primeiro: eu realmente não encontraria nada que combinasse melhor com a imagem. Segundo: a escola de samba leva o nome da minha angiosperma favorita, a preferida desde os tempos de infância - não tão distantes - até hoje. Essa mesma mangueira me lembra o Neves, colégio onde tenho o prazer de estar há pouco mais de dois anos, e a feliz infelicidade de já estar quase saindo. E terceiro: voltando à infância, cresci junto com a mangueira que tenho no quintal de casa, que, apesar de alguns anos mais nova, já parece ser tão mais velha... Nos encarávamos, eu maior que ela, regando-a; nos encaramos, ela maior que eu, carregada de manguinhas e mangonas. Puro amor (risos)!
Todo esse papo nostálgico me faz lembrar de algumas coisas que tenho pensado a respeito da casa, da rua, do bairro onde moro. Mas acredito que eu posso deixar isso para uma outra oportunidade, outro post. No mais, sinto-me bem. (: