sábado, 3 de julho de 2010

Random time!

Bom dia!
Há um tempo eu vinha procurando uma coletânea de tópicos sem nexo para postar por aqui, e, hoje, finalmente consegui. Omg, a minha embriaguez pelo sono, só nessa última frase, já me fez digitar errado umas cinco vezes (acredite se quiser).
Minha mãe encontrou um CD com umas pastas antigonas gravadas. Descobri que a maior parte das coisas eram minhas; coisas de mangá, anime, do meu antigo blog, de uma fic que eu comecei a escrever com umas amigas (há uns 5 anos) e nunca concluímos, e até a primeira parte de uma estória que eu comecei a escrever em fevereiro de 2006 e nunca mais continuei (só de ler, já deu vontade de pôr mais esse projeto pra frente)! Depois disso, achei uns links de blogs que eu visitava na época. E achei uns atuais que me trouxeram tanto saudades quanto inspiração (vocês já repararam o QUANTO eu faço referência aos meus velhos tempos de blog por aqui?) Durante a madrugada, resolvi dar uma lida em alguns posts antigos do Tipsy. E eu percebi que, DE NOVO, o blog fez aniversário e eu não disse nada sobre o assunto... o coitadinho já deve estar ressentido depois desses dois anos. :( Também aproveitei para relembrar como é bom (re)ver a evolução da minha escrita com o tempo e a prática. Tem tanta coisa da qual eu me envergonho, enquanto outras só me enchem de orgulho - e espanto! Hm.

Tá, vou dormir, beigos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Capítulo III (ou Em chamas)

Acendeu um cigarro - era a única coisa que eu odiava nela - e encarou o chão por um momento. Num outro, já olhava para mim. Seus olhos negros, por vezes, pareciam perdidos em meio à fumaça; tão provocantes. Estávamos de frente uma para a outra, as amigas nos faziam uma indesejada companhia. Lembro-me de que queria parar o que quer que estivéssemos fazendo e agarrá-la, tê-la - meu coração ardia, como o cigarro. Minhas mãos suavam, minhas pernas tremiam... As outras perguntaram-me se estava tudo bem. Sim. Foi então que eu vi. Vi aquele sorriso de lado, maldoso, disfarçado por trás da fumaça. Ela sabia o que eu tanto tentava não demonstrar. De algum modo, ela sabia, descobriu. Eu a queria. E disso ela sabia melhor do que ninguém.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Metades

Porque, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. O quanto uso das partes que brigam dentro de mim. Há muito, eu me confundo. Porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. Olhos abertos, enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra. Segurando forte. Espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso. Das travas descidas sobre a barriga. Porque metade prefere brincar na beira da praia. No raso. Enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. Sobre a possibilidade de afogamento. Porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio. Uso a parte que não deveria na hora em que não poderia. Me confundo com as metades que brigam dentro de mim. Porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. Pé direito até o fim, enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. Seta torta, avisando sobre o perigo. Metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza. Outra, sempre calada, tolera a banalidade. Engole a ignorância. Convive com a mediocridade. Há muito, eu erro a mão. A dose. Me confundo com o que devo usar. Porque metade briga. Explode. Aponta o dedo na cara, enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. No quarto fechado. No tudo escuro. Eu tenho uma metade que berra. Outra que sussurra. Uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. Eu tenho uma metade que mente, trai, engana. Outra que só conhece a verdade. Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. Outra que sobrevive sozinha. Metade auto-suficiente. Mas, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. Me perco. Há dias em que uso a metade que não poderia. Dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria. Porque elas brigam dentro de mim, as metades. Há algumas mais fortes. Outras ferozes. Há partes quase indomáveis. Metades que me fazem sofrer nessa luta diária. No não deixar que uma mate a outra.
 Eduardo Baszczy

but i'm trying to change

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Engraçado

é que, sempre que a gente pensa em parar, vem aquela vontade de escrever.
E que, quando a gente pensa em escrever, vem aquela vontade de parar.

domingo, 6 de junho de 2010

Pausa para ouvir #6

oh my love
can you find my heart?
don't you know that it's true
all this LOVE, i saved for you

Gold Fish - Tiê :)