sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"You're in me. It's like you're a disease. (...) And I can't think about anything or anybody. And I can't sleep. I can't breath. I can't eat. And I love you. I just love you, I love you all the time, and every minute of every day.

I  l o v e  y o u."



- Lexie (Grey's Anatomy 8x22)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fim?

Ela quase não fica em casa. Tem olhos grandes, cor de mel. É impaciente, inquieta. E meio distraída - do tipo que se perde nos pensamentos. Os amigos meio que desistiram dela porque ela não segue coerente nem com os próprios pensamentos às vezes. E porque parece afastá-los de si. Apesar da impaciência que se exteriora, ela é bem fechada (a impaciência é o cadeado). Ela às vezes quase percebe o que está acontecendo, a razão do abismo entre ela e os outros. Mas há muito escondeu a chave, custaria muita força de vontade lembrar onde. E se, um dia alguém resolvesse ajudar a achar a tal chave? Talvez nunca a encontrasse (ao menos não a chave certa). O medo dela era que talvez algum dia alguém conseguisse entrar. Na marra. E a deixasse desprotegida para os outros. Será que não estava melhor do jeito que estava?
Desabaria. Ela, certamente, desabaria. Deixaria de ser quem era. Será que não estava melhor do jeito que estava? Mas quem ela era? Quem era a pessoa por trás da impaciência que ela tanto lutava por preservar? Sequer existia? Pensar nesse tipo de coisa só trazia mais inquietude a seus pensamentos... Pensou. Concluiu: existia, sim, pois ali estava. Mas apenas estava. E quanto ao "ser"? Não tinha certeza sobre quanto "ser" realmente importava, mas sabia não "ser" o suficiente. Era absurdo o quanto lutava consigo mesma internamente, mas ainda se sentia tão inerte. Talvez ela devesse ignorar tudo isso e seguir em frente - provavelmente, verdade. Mas, sentia, algo a traria de volta - algum dos seus pensamentos, um bem traiçoeiro. Traiçoeira era, aliás, sua natureza. Que tentava convencê-la (por pura arrogância, talvez) que era melhor que tudo aquilo; quando era exatamente aquilo que ela amava. E não conseguia viver em ambas as realidades.
Conflitos. Inquietações. E, de repente, ela parou. Por um momento, tudo estava calmo, como no olho de um furacão. E ela viu, ou melhor, não viu. Era apenas a ausência. De todos: seus pensamentos e seus... amigos. Sua batalha interior foi mais longa e agressiva que imaginara. E agora, lá estava ela, em meio ao vazio. Só podia dizer uma coisa: se protegeu bem. Até o fim.

Fim?

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Em colaboração com a linda Kadichari M., na madrugada de 24 de junho de 2010. Publicado originalmente via twitter.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Rede

Cercada de azul, Alice encontrava-se aconchegada nos braços de Rodrigo. Logo teria de partir, mas não queria, nem ele deixara. Fica aqui! E ela foi ficando, ficando... o máximo que pudera, entre abraços e beijinhos. Mas o tempo não esperava. Tchau, te amo! Após a partida - um pouco arrependida - Alice pensara em como seria boa a tarde se passada ao lado dele. Uma tarde de preguiça. Preguiça e amor no embalo da rede azul. Em breve teriam várias.

sábado, 5 de maio de 2012

Sentimentos

São como aves. Têm asas, foram feitos para voar. Às vezes eles vão para tão tão longe, parecendo até que se perderam. Mas um dia, uma hora, alguns minutos, e eles voltam. E nos fazem felizes ou tristes ou apaixonados. Algumas vezes, caem sobre você como um gavião caçando, e machucam; noutras, empoleiram no seu ombro e se demooooram a ir embora. E quando eles vêm como um beija-flor?! Rapidinhos, bonitinhos, beijocando, bate até uma alegria.

Aves foram feitas para a liberdade dos céus.

É por isso que não se pode prender os sentimentos em gaiolas...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Compro

Alguém me vende uma felicidadezinha?
Juro que cuido bem dela
Dou comida, caminha macia
E muito amor

Você sabe,
A minha tristeza precisa
é de uma companhia