quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Querido Papai Noel,



Neste natal, eu gostaria muito de uma agenda, por favor. Uma daquelas pequenas, que são mais fáceis de carregar numa bolsa que já é pesada, com animais ou plantas fofinhas na capa, que tenha um calendário, e que tenha espaço de uma folha inteira para cada dia (mas o sábado pode estar dividindo metade da folha com o domingo).
Ou uma havaiana nova.
E dinheiro, se possível.

Grata,

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Eu não sei quando foi que passei a ser tão distante

(to be continued ... or not)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"You're in me. It's like you're a disease. (...) And I can't think about anything or anybody. And I can't sleep. I can't breath. I can't eat. And I love you. I just love you, I love you all the time, and every minute of every day.

I  l o v e  y o u."



- Lexie (Grey's Anatomy 8x22)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fim?

Ela quase não fica em casa. Tem olhos grandes, cor de mel. É impaciente, inquieta. E meio distraída - do tipo que se perde nos pensamentos. Os amigos meio que desistiram dela porque ela não segue coerente nem com os próprios pensamentos às vezes. E porque parece afastá-los de si. Apesar da impaciência que se exteriora, ela é bem fechada (a impaciência é o cadeado). Ela às vezes quase percebe o que está acontecendo, a razão do abismo entre ela e os outros. Mas há muito escondeu a chave, custaria muita força de vontade lembrar onde. E se, um dia alguém resolvesse ajudar a achar a tal chave? Talvez nunca a encontrasse (ao menos não a chave certa). O medo dela era que talvez algum dia alguém conseguisse entrar. Na marra. E a deixasse desprotegida para os outros. Será que não estava melhor do jeito que estava?
Desabaria. Ela, certamente, desabaria. Deixaria de ser quem era. Será que não estava melhor do jeito que estava? Mas quem ela era? Quem era a pessoa por trás da impaciência que ela tanto lutava por preservar? Sequer existia? Pensar nesse tipo de coisa só trazia mais inquietude a seus pensamentos... Pensou. Concluiu: existia, sim, pois ali estava. Mas apenas estava. E quanto ao "ser"? Não tinha certeza sobre quanto "ser" realmente importava, mas sabia não "ser" o suficiente. Era absurdo o quanto lutava consigo mesma internamente, mas ainda se sentia tão inerte. Talvez ela devesse ignorar tudo isso e seguir em frente - provavelmente, verdade. Mas, sentia, algo a traria de volta - algum dos seus pensamentos, um bem traiçoeiro. Traiçoeira era, aliás, sua natureza. Que tentava convencê-la (por pura arrogância, talvez) que era melhor que tudo aquilo; quando era exatamente aquilo que ela amava. E não conseguia viver em ambas as realidades.
Conflitos. Inquietações. E, de repente, ela parou. Por um momento, tudo estava calmo, como no olho de um furacão. E ela viu, ou melhor, não viu. Era apenas a ausência. De todos: seus pensamentos e seus... amigos. Sua batalha interior foi mais longa e agressiva que imaginara. E agora, lá estava ela, em meio ao vazio. Só podia dizer uma coisa: se protegeu bem. Até o fim.

Fim?

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Em colaboração com a linda Kadichari M., na madrugada de 24 de junho de 2010. Publicado originalmente via twitter.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Rede

Cercada de azul, Alice encontrava-se aconchegada nos braços de Rodrigo. Logo teria de partir, mas não queria, nem ele deixara. Fica aqui! E ela foi ficando, ficando... o máximo que pudera, entre abraços e beijinhos. Mas o tempo não esperava. Tchau, te amo! Após a partida - um pouco arrependida - Alice pensara em como seria boa a tarde se passada ao lado dele. Uma tarde de preguiça. Preguiça e amor no embalo da rede azul. Em breve teriam várias.