Era interessante como, por vezes, a ideia de desaparecer dava a impressão de que se resolveriam todos os problemas - dela e das pessoas em volta. Se, por um acaso, ela deixasse de existir, isso não facilitaria a vida de todos - ou, no mínimo, diminuiriam suas preocupações? Naqueles dias, essa era uma constante em sua cabeça.
O problema é que lhe faltava coragem de, efetivamente, desaparecer. Era apegada demais às pessoas, à vida. No fundo, ela ainda tinha muito medo da morte e da solidão. No fundo, ela era mesmo covarde.
Você não pertence somente a si mesmo. Ela acreditava nisso. Por isso lhe faltava a coragem. E talvez isso seja, no fim das contas, algo corajoso nessa breve jornada que é ser humano.
Você não pertence somente a si mesmo. Ela acreditava nisso. Por isso lhe faltava a coragem. E talvez isso seja, no fim das contas, algo corajoso nessa breve jornada que é ser humano.