domingo, 13 de setembro de 2009

Paralisia.

00:40. Ele foi embora, ela ficou. Paralisada em frente à tela do computador, uma lágrima escorreu pela bochecha esquerda e outra pela direita. Ambas se encontraram no queixo e - 00:41 - caíram no colo de Alice.
Dez minutos passaram, e ela permaneceu estática, ouvindo uma única música - aquela onde nada importa. As lágrimas secavam enquanto vinha à mente toda a conversa com o rapaz... Desde a aflição até a confissão dos planos e metas, chegando finalmente à despedida, dolorosa, como se lhe tivessem arrancado o coração. E arrancaram. Rodrigo arrancara o coração da amada e saíra. agora não dá. que triste. Nunca um até mais soara tão doloroso quanto aquele. Soara, sim, apesar de ser escrito.
Parou. Alice tentou passar tudo para o papel, sem sucesso. Trinta e sete minutos se passaram, ela em frente ao computador, a mesma música tocando e, no papel, alguns rabiscos. Ouviu Joana tossir lá em cima, no quarto. Resolveu dormir. Continuar acordada apenas prolongaria sua paralisia dolorida. Tratou de desligar o computador e abandonar os rabiscos em um lugar qualquer. Subiu, tomou banho no intuito de tentar relaxar e tirar a marca de choro de seu rosto. Provavelmente chorou mais uma vez antes de deitar, ou sob o chuveiro. Se demorou a dormir, não se sabe.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Prólogo

Se eu tivesse de escolher o que mais gosto nela, escolheria, sem dúvida, os olhos. Negros, tais quais seus cabelos. E se eu tivesse de escolher o momento em que me apaixonei por ela, diria que foi naquela quarta-feira, durante uma conversa sobre trovões, enquanto ela dizia que adorava ouvi-los e sorria - os olhos brilhando. Tarde fria, nublada e trovejante. Do jeito que ela mais gostava e, a partir daí, eu também...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Três dias

Sábado eu estava vagando pela internet e achei um tutorial bem fácil para fazer tabelas. Aprendi! Ainda vagando, achei uns blogs novos... bateu vontade de voltar a fazer meus layouts. Vou tentar. Vou pôr como meta. Já tenho trocentas coisas para fazer depois do vestibular, o que me faz feliz (por saber que não vou só ficar de papo pro ar).

O domingo foi bom, dia de amorzinho. Com direito a filminho, pipoca e guaraná. E conversa boa no quarto, acompanhada daquela preguiça gostosa que se tem depois do almoço - e que parece triplicada aos domingos de sol com ventinho agradável. Minha irmã apareceu por aqui com o namorido, comeram do meu macarrão, e não sobrou nada.

Segundas-feiras, para mim, são sempre improdutivas. Eu sempre quero criar coragem para estudar, mas cadê? Não acho, não crio, não vem. E fico aqui, vagando, pensando, querendo. Eu sei que vou fazer prova na quinta, e que tem matemática - e o medo-demônio da minha dificuldade -, e que tem física, mas não dá. Hoje não dá, nunca dá. Acho que vou tomar banho mais cedo... ainda tenho que fazer o almoço - o macarrão de ontem já era.

Há tempos não posto assim... mas deu vontade, e eu gostei. Pode parecer que estou super mal hoje, mas não se enganem. Estou repleta, transbordante... acho que é de calma.

domingo, 30 de agosto de 2009

Love.

Segunda, terça, quarta, quinta, sexta;
por vezes nos sábados; (quase)sempre aos domingos.

Te tenho, te tenho. Sempre comigo.
Eu, você e a TV. É domingo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Chama de quê?

É ruim quando as pessoas esquecem de manter uma promessa... Acho que, nesse caso, não podemos mais chamar de promessa.