sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Palavras

Podem ser também adagas. Cortam, perfuram os tímpanos, chegam ao cérebro, vão além, retalham o coração e os pulmões. Às vezes, no trajeto, cortam até aqueles nós alojados na garganta, e a gente engasga e sufoca com o que sai de dentro deles.

E aí a gente chora. Chora porque sangra, porque sufoca, porque dói.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Às vezes
eu sinto
aquele nó
no peito,
na garganta

E me pergunto:
nó de amor
dói?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

De tanto nó,
me enrolei
em você.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pausa para ouvir #9

i hope it doesn't seem
like i'm young foolish and green
let me in for a minute
you're not my life but i want you in it

and i hope it's sinking in
that behind your perfect skin
there's a part of you that's free
and i know that there's a place for me

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sobre encontros místicos

Já imaginou ter a oportunidade de conhecer seu eu de vinte anos pra frente? Eu nunca pensei nisso. Até que eu a conheci. Conversamos, rimos e, nos identificamos de tal maneira que, a única explicação possível era a de que somos a mesma pessoa. Só que em épocas diferentes da vida. Como nossa alma se partiu em duas e nascemos com duas décadas de diferença? Eu não sei explicar, mas só pode ter sido isso que aconteceu.

Acredite, coisa louca é você se reconhecer em alguém vinte anos à frente. Mas sabe qual é a melhor parte dessa loucura toda? É ficar tranquila de que a sua personalidade, seu espírito de piadista, sua essência... vai ficar lá, do mesmo jeitinho, sem morrer em função da vida adulta. É ver que é possível ser eu e ser adulta nesse mundo. Mesmo daqui vinte anos.

Obrigada, Mari.