quarta-feira, 2 de abril de 2008

"A tragédia em cena já não me basta.

Hoje fiz tudo invertido. Talvez devesse dizer "hoje não fiz tudo."
Cheguei atrasada na aula (apesar de a culpa não ter sido minha em momento algum), tinha esquecido de terminar a atividade de biologia, levei o maldito e pesado livro de geografia e o professor nem sequer fez uma leve referência à ele durante a aula. Esqueci o não menos maldito e pesado livro de história, mas pelo menos isso não me impediu de responder às duas questões propostas pelo professor. Devia ter descido no intervalo, devia ter comido e falado com algumas pessoas (na verdade, uma só).
Poderia ter feito o trabalho há tempos atrás, mas "confiei" num professor que não sabe o que quer, meu deus! Poderia tê-lo feito antes de acabar a tinta do cartucho da impressora. Não atrasaria as outras atividades por causa de um único trabalho.
Em parte a culpa é minha, eu sei. Posso recuperar? Sim, é claro. Mas não tenho vontade de fazer nada agora, nada.
Queria poder me enfiar num buraco, botar minhas idéias em ordem, pensar e repensar minhas ações e reunir coragem pra sair de lá e tocar tudo pra frente, definitivamente, sem parar no caminho.
Estou realmente tentando ver as coisas de um modo mais positivo, mas não anda fazendo muito efeito. Essa vida na escola tem me deixado meio saturada. Não pela quantidade de atividades, mas pelo ambiente em si... As próprias pessoas também. Minha motivação nos estudos tá despencando de um gigantesco abismo, e a queda vai ser feia, a menos que eu arranje um galhinho pra me segurar e tentar escalar até uma altitude pelo menos confortável.

O único problema é que eu necessito idiota e desesperadamente de suporte. Tenho um gravíssimo problema de dependência involuntária. Preciso que alguém me dê incentivo, me empurre, me acorde, me anime... que aumente minha auto-estima, poxa!
Odeio depender tanto dos outros, mas é a inevitável tragédia de minha ridícula natureza.

Quero transportá-la para minha vida."

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