00:51. Foi a última vez que ela olhou a hora antes de desligar o celular. Deus sabe que horas eram quando ela resolveu sentar-se na cama - depois de muito pensar e chorar - e ouviu alguns poucos latidos do cachorro do vizinho. Levantou-se, pegou sua agenda do ano que passou - que usava como pseudo-diário -, um lápis desapontado, sentou-se no chão e acendeu a luz do ventilador, como se fosse ajudá-la a enxergar realmente algo. Escreveu o mais forte que pôde e se aproximou ao máximo da luz alaranjada artificialmente fraca, sem se importar realmente se estava ou não prejudicando a própria visão.
Pensou ter ouvido sua mãe acordar. Desligou rapidamente a luz e levantou-se; mas ouviu-a roncar antes que tivesse tempo de entrar no banheiro, fechar a porta e acender a luz do espelho na parede - de fato bem melhor que a do ventilador. Sentou-se sobre a tampa do sanitário - o da descarga quebrada -, apoiou a agenda em sua perna direita e continuou a escrever. Já estava na metade da segunda pequena folha, com sua letra bem maior que a de costume.
Não sabia exatamente o que sentia; raiva com saudade, frustração, tristeza... Nem parecia a garota tão sorridente e feliz de dois dias antes. Quem dera ela pudesse ser agora aquela pirata e furtá-lo para si. Mas seu braço já começara a querer parar, e ela sentia calor no banheiro completamente fechado. Parou. Fechou a agenda, saiu do banheiro, colocou seus dois objetos acompanhantes - lápis e agenda - no lugar onde os pegara, deitou-se, olhou para o tempo que não sabia qual era, pensou. Sabe-se lá a que horas ela finalmente adormeceu. Também de hora alguma Alice queria saber; só a de vê-lo novamente.
Pensou ter ouvido sua mãe acordar. Desligou rapidamente a luz e levantou-se; mas ouviu-a roncar antes que tivesse tempo de entrar no banheiro, fechar a porta e acender a luz do espelho na parede - de fato bem melhor que a do ventilador. Sentou-se sobre a tampa do sanitário - o da descarga quebrada -, apoiou a agenda em sua perna direita e continuou a escrever. Já estava na metade da segunda pequena folha, com sua letra bem maior que a de costume.
Não sabia exatamente o que sentia; raiva com saudade, frustração, tristeza... Nem parecia a garota tão sorridente e feliz de dois dias antes. Quem dera ela pudesse ser agora aquela pirata e furtá-lo para si. Mas seu braço já começara a querer parar, e ela sentia calor no banheiro completamente fechado. Parou. Fechou a agenda, saiu do banheiro, colocou seus dois objetos acompanhantes - lápis e agenda - no lugar onde os pegara, deitou-se, olhou para o tempo que não sabia qual era, pensou. Sabe-se lá a que horas ela finalmente adormeceu. Também de hora alguma Alice queria saber; só a de vê-lo novamente.
Tá escrevendo cada vez melhor ^^
ResponderExcluir:*
Nossa, quantos posts eu perdi! =O
ResponderExcluirAlice, a menina pirata
Rouba o coração do azulado rapaz
E foge com ele pra bem longe
Lá para perto do céu lilás
O que diabo foi isso? =DDD
Desconsidere, =PP.
Saudades, hermanita!
Beigos.
KK. MORIR
ResponderExcluirvai ficar 'walkaroundthemoon' mesmo >XD
Hein?
ResponderExcluirAh, agora eu saquei. Gosto de histórias que prendam a atenção. Como essa. :)
ResponderExcluirSimples, mas avassalador. Você tem potencial garota...
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