Abriu os olhos. Seus pés estavam frios demais e chovia lá fora. O ventilador ligado. Sentia-se preguiçosa, não queria levantar, mas o frio a convenceu do contrário. Levantou-se, mas apenas para desligar o ventilador - estava quase no máximo - e voltou à cama, onde a yorkshire esperava para se acomodar novamente em seus pés. O relógio devia estar marcando umas dez e meia ou menos, e ela dormiu - por puro capricho, pois lhe faltava o sono.
Acordou finalmente com uma bronca da mãe, dizendo já ser quase meio-dia - e de fato, eram 11:59. Alice se sentou e assim permaneceu por um tempo, notando no chão o chinelo novo, azul carbono. Foi ao banheiro e depois deitou-se novamente, dando atenção àquela bolinha de pêlos ainda sobre a cama. Decidiu-se então por levantar e ler, esperando pelo almoço - que não demorou a ficar pronto. No fim, comeu (ou tomou) três colheradas de leite condensado, subiu as escadas até o sofá e tornou a ler. Lá fora ainda chovia. Chovia e parava, depois chovia de novo. E trovejava.
Leu a tarde inteira quatorze capítulos do livro que Rodrigo lhe emprestara. Estava feliz que finalmente conseguira empenhar-se em ler algo, e não apenas perder o dia sem fazer absolutamente nada que lhe fosse útil. Alice leu, e só parou com uma súbita vontade de comer doce. Procurou por uma receita e foi-se para a cozinha, onde fez um bolo de chocolate com cobertura também de chocolate; ficou bom. Jantou com sua mãe e foi com ela assistir ao último episódio da novela.
Mais tarde, no computador, notou que: como passara a tarde lendo e depois entretera-se com bolo e novela, nem mesmo banho tomara naquele dia. Decidiu ir para o chuveiro - já passava da meia-noite. Depois pegou um bloco de folhas em branco, um lápis recém apontado, o livro de Rodrigo e o celular; deitou-se na cama - a porta do quarto fechada e o ventilador desligado em razão do frio daquela noite - e pôs-se a escrever seu dia, como se sentia, esperando que aquela chuva de verão não atravessasse outro amanhecer, e que viesse novamente o sol forte de sorriso amarelado e o céu azul com suas nuvens de algodão. Mas cansou, foi dormir. No relógio marcavam 02:07.
Acordou finalmente com uma bronca da mãe, dizendo já ser quase meio-dia - e de fato, eram 11:59. Alice se sentou e assim permaneceu por um tempo, notando no chão o chinelo novo, azul carbono. Foi ao banheiro e depois deitou-se novamente, dando atenção àquela bolinha de pêlos ainda sobre a cama. Decidiu-se então por levantar e ler, esperando pelo almoço - que não demorou a ficar pronto. No fim, comeu (ou tomou) três colheradas de leite condensado, subiu as escadas até o sofá e tornou a ler. Lá fora ainda chovia. Chovia e parava, depois chovia de novo. E trovejava.
Leu a tarde inteira quatorze capítulos do livro que Rodrigo lhe emprestara. Estava feliz que finalmente conseguira empenhar-se em ler algo, e não apenas perder o dia sem fazer absolutamente nada que lhe fosse útil. Alice leu, e só parou com uma súbita vontade de comer doce. Procurou por uma receita e foi-se para a cozinha, onde fez um bolo de chocolate com cobertura também de chocolate; ficou bom. Jantou com sua mãe e foi com ela assistir ao último episódio da novela.
Mais tarde, no computador, notou que: como passara a tarde lendo e depois entretera-se com bolo e novela, nem mesmo banho tomara naquele dia. Decidiu ir para o chuveiro - já passava da meia-noite. Depois pegou um bloco de folhas em branco, um lápis recém apontado, o livro de Rodrigo e o celular; deitou-se na cama - a porta do quarto fechada e o ventilador desligado em razão do frio daquela noite - e pôs-se a escrever seu dia, como se sentia, esperando que aquela chuva de verão não atravessasse outro amanhecer, e que viesse novamente o sol forte de sorriso amarelado e o céu azul com suas nuvens de algodão. Mas cansou, foi dormir. No relógio marcavam 02:07.